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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
Frames-Top-da-Semana - Assassinos por Natureza: a mídia os transformou em superstars
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
FRAMES-RETRÔ: Para a doença chamada violência, só existe uma cura: Stallone Cobra
Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com
Em 1986, Sylvester Stallone já era um ator consagrado por protagonistas marcantes na indústria cinematográfica, como Rocky Balboa e John Rambo, mas o que poucos sabem é como um dos personagens mais icônicos de sua carreira foi criado. Muito antes de dar vida ao policial Marion Cobretti, ele estava escalado para ser o protagonista de outro clássico oitentista, Um Tira da Pesada (1984). Isso mesmo, meus caros leitores. Axel Foley deveria ter sido interpretado por Sly, que quis refazer o roteiro do filme, transformando-o numa produção mais voltada para a ação ao invés do humor. Com o sinal negativo da Paramount, Sly abandonou o projeto e levou todas suas ideias para essa obra que foi uma decepção nas bilheterias americanas, mas que se transformou em cult nas terras tupiniquins.
Concebido para ser um fugitivo dos Anos 1950 (como bem ressalta seu parceiro Gonzales), a caracterização de Stallone como um implacável membro do Esquadrão Zumbi - numa Los Angeles onde o crime toma proporções alarmantes – não segue à risca o estereótipo de um personagem unidimensional, comum em filmes do gênero. Cobretti, com seus óculos espelhados, é um policial durão, mas tem nuances de um humor rasteiro, além de uma preocupação excessiva com alimentação saudável (!). Com essas facetas, opositores de peso eram essenciais para o funcionamento
da trama. É aí que entra, em Stallone Cobra, a gangue de fanáticos, liderada pelo Assassino Noturno - interpretado por Brian Thompson, um velho conhecido dos fãs da série Arquivo X – um psicopata que adora estripar suas vítimas com uma faca extremamente afiada e que quer construir uma “nova ordem”, eliminando os mais fracos da sociedade. Nesse contexto, é inserida a personagem de Brigitte Nielsen (de Um Tira da Pesada
II), uma modelo que teve o azar de presenciar um crime envolvendo os maníacos e que precisa ser protegida pelo “policial com problema de atitude”.
Stallone Cobra é um prato cheio para os fãs do gênero Ação. Não faltam explosões, tiros e perseguições de carros eletrizantes, quase ao estilo da franquia “Velozes e Furiosos”. Além disso, a produção entra no hall da fama do cinema oitentista por produzir uma enorme quantidade de jargões cinematográficos, comumente lembrados, na íntegra, através da clássica versão dublada.
Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB
xanderfbi@hotmail.com
Em 1986, Sylvester Stallone já era um ator consagrado por protagonistas marcantes na indústria cinematográfica, como Rocky Balboa e John Rambo, mas o que poucos sabem é como um dos personagens mais icônicos de sua carreira foi criado. Muito antes de dar vida ao policial Marion Cobretti, ele estava escalado para ser o protagonista de outro clássico oitentista, Um Tira da Pesada (1984). Isso mesmo, meus caros leitores. Axel Foley deveria ter sido interpretado por Sly, que quis refazer o roteiro do filme, transformando-o numa produção mais voltada para a ação ao invés do humor. Com o sinal negativo da Paramount, Sly abandonou o projeto e levou todas suas ideias para essa obra que foi uma decepção nas bilheterias americanas, mas que se transformou em cult nas terras tupiniquins.
Concebido para ser um fugitivo dos Anos 1950 (como bem ressalta seu parceiro Gonzales), a caracterização de Stallone como um implacável membro do Esquadrão Zumbi - numa Los Angeles onde o crime toma proporções alarmantes – não segue à risca o estereótipo de um personagem unidimensional, comum em filmes do gênero. Cobretti, com seus óculos espelhados, é um policial durão, mas tem nuances de um humor rasteiro, além de uma preocupação excessiva com alimentação saudável (!). Com essas facetas, opositores de peso eram essenciais para o funcionamento
O Assassino Noturno: eloquência não era sua especialidade |
Brigitte Nielsen nos tempos de "alimentação saudável"
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Stallone Cobra é um prato cheio para os fãs do gênero Ação. Não faltam explosões, tiros e perseguições de carros eletrizantes, quase ao estilo da franquia “Velozes e Furiosos”. Além disso, a produção entra no hall da fama do cinema oitentista por produzir uma enorme quantidade de jargões cinematográficos, comumente lembrados, na íntegra, através da clássica versão dublada.
Curiosidades sobre o filme
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Blooper Alert! |
- Numa cena no começo do filme, um blooper é claramente visível. Quando Cobretti rasga a camiseta de um dos traficantes que estavam ocupando a vaga de estacionamento dele, pode-se ver, no peitoral do ator, um microfone colado com esparadrapo, utilizado pela produção do filme;
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Ele não disse as palavrinhas mágicas |
- Um dos antagonistas do filme é um velho conhecido dos fãs da série Star Trek – Deep Space Nine. Andrew Robinson era o intérprete do misterioso Cardassiano Garak;
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Vamos faturar? |
- Nem só de bilheteria vive um filme. Stallone Cobra tinha sua dose de merchandising a olhos (bem) vistos;
- Contagem de corpos: 52, sendo que 41 (!) foram mortos por Cobretti.
CITAÇÕES
“Cretino. Você adora dar tiro. Eu odeio gente assim. Você é imaturo. Você é um cocô e eu vou te matar.” – Cobretti.
“Com louco eu não negocio, eu mato” – Cobretti.
“Não gosta de peixe? Peixe é bom.” – Cobretti.
Stallone Cobra (Cobra, EUA, 1986). Elenco: Sylvester Stallone, Brigitte Nielsen e Brian Thompson. Direção: George P. Cosmatos.
TRAILER
Informações adicionais: IMDB
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Violência
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
FRAMES-CRÍTICA – Sequência de Uma Noite de Crime supera o original por se aprofundar no tema
Fábio Pereira
No cinema, são raros os casos em que uma sequência
supera o original. Talvez isso se deva a uma série de fatores como péssimos
roteiros, atores medíocres e diretores idem, ou a um específico que defendo há
tempos: a inabilidade em se aprofundar, de maneira inovadora, num tema antes
proposto. Para nossa sorte, amantes da sétima arte, alguns casos ocorrem e
somos brindados com sequências diferenciadas bem mais atrativas.
Para quem não assistiu a Uma Noite de Crime (leia a crítica), vai
aqui uma rápida pincelada sobre o tema permeia ambos (original e sequência):
numa América assolada pelo crime, um governo intitulado de “novos fundadores”
institui uma noite em que todos os cidadãos podem praticar qualquer tipo de transgressão,
sem que haja nenhuma punição ou mesmo assistência de qualquer serviço de
emergência. A tal liberdade (camuflada) de 12 horas cronometradas tem por
objetivo liberar os instintos mais violentos da população, fazendo com que haja
uma diminuição na taxa de violência urbana.
Enquanto que, no original, somos apresentados ao
drama de uma família encurralada numa casa - que supostamente oferecia proteção
da “Purgação” – na sequência, a violência avança de maneira mais ampla e
explícita, revelando novas e chocantes nuances.
Em Uma Noite de Crime: Anarquia, as ruas iluminadas e quase desertas escondem
uma série de perigos pelos quais um grupo heterogêneo acaba se unindo para
sobreviver. Agora, a violência vem tanto por parte da população, quanto de
grupos misteriosos e bem armados que andam em caminhões, além de uma facção
nova, que é contra o real objetivo da “Noite de Purgação”: eliminar os menos
favorecidos. Inserido nesse caos, ainda somos apresentados a uma nova
modalidade de Purgação: a dos ricos, em que nos é revelada uma nova faceta - que
se torna uma verdadeira involução de algo criado, especificamente, para o
controle populacional – que gera uma sociedade anárquica e extremamente
corrupta.
Uma Noite de Crime: Anarquia não é uma sequência
genial, mas convence por se propor a expandir e tratar de fatos importantes no
mundo caótico ao qual o espectador é apresentado: corrupção, relações piramidais
desiguais e, em último caso, direitos sociais renegados.
Em tempo: somente um personagem do original faz uma
pequena participação em Uma Noite de Crime: Anarquia. Você pode vê-lo quase ao final do filme,
observando o que ele se tornou após Uma Noite de Crime.
Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy,
EUA, 2014). Elenco: Frank Grillo, Carmen Ejogo, Kiele Sanchez. Direção: James
DeMonaco.
Nota – 6 Frames
Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames – Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima
Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames – Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima
TRAILER LEGENDADO
Post atualizado em 28/05/2021.
domingo, 9 de maio de 2010
FRAMES-RETRÔ: Os Selvagens da Noite: um clássico sobre gangues
Fábio Pereira
(xanderfbi@hotmail.com)
Sempre tive uma predileção por filmes produzidos nos anos 1980. Foi a melhor época para quem curtia a “Sessão da Tarde” ou acompanhava pedras do cinema no “Corujão”. Apesar de ter sido feito em 1979, The Warriors (Os Selvagens da Noite) tem cara de anos 80.
Muito antes de Nova York sofrer com atentados terroristas, que assolam a “Big Apple” até hoje, as gangues dominavam aquela cidade americana, pelo menos no cinema. Nessa atmosfera de violência e ruas desertas, Walter Hill, diretor e produtor de outras pedras como 48 Horas e Inferno Vermelho, mostra uma aventura sem igual.
Cyrus (Roger Hill), líder da maior gangue da cidade, os “Grammercy Riffs”, planeja dominar Nova York reunindo todas as gangues em uma força massiva contra os policiais. Nove delegados de cada gangue vão em a uma reunião no “Bronx” e lá acontece o pior: Cyrus é assassinado e a culpa recai sobre os Guerreiros. O que segue é uma luta incessante para a gangue voltar a seu lar, Coney Island, mas não sem antes enfrentar várias gangues rivais, como os “Baseball Furies”, “The Lizzies”, “The Turnbull AC's” e “The Punks”, entre outras tantas que aparecem no filme.
As ruas “desertas”, o ambiente hostil, as batalhas contra outras gangues e cenas antológicas e improvisadas como a de Luther (David Patrick Kelly – o Sully de Comando Para Matar) chamando os Guerreiros para “brincar” e a trilha sonora marcante, faz de The Warriors (Os Selvagens da Noite) uma pedra única do cinema americano e peça de colecionador de qualquer cinéfilo.
(xanderfbi@hotmail.com)
Sempre tive uma predileção por filmes produzidos nos anos 1980. Foi a melhor época para quem curtia a “Sessão da Tarde” ou acompanhava pedras do cinema no “Corujão”. Apesar de ter sido feito em 1979, The Warriors (Os Selvagens da Noite) tem cara de anos 80.
Muito antes de Nova York sofrer com atentados terroristas, que assolam a “Big Apple” até hoje, as gangues dominavam aquela cidade americana, pelo menos no cinema. Nessa atmosfera de violência e ruas desertas, Walter Hill, diretor e produtor de outras pedras como 48 Horas e Inferno Vermelho, mostra uma aventura sem igual.
Cyrus (Roger Hill), líder da maior gangue da cidade, os “Grammercy Riffs”, planeja dominar Nova York reunindo todas as gangues em uma força massiva contra os policiais. Nove delegados de cada gangue vão em a uma reunião no “Bronx” e lá acontece o pior: Cyrus é assassinado e a culpa recai sobre os Guerreiros. O que segue é uma luta incessante para a gangue voltar a seu lar, Coney Island, mas não sem antes enfrentar várias gangues rivais, como os “Baseball Furies”, “The Lizzies”, “The Turnbull AC's” e “The Punks”, entre outras tantas que aparecem no filme.
As ruas “desertas”, o ambiente hostil, as batalhas contra outras gangues e cenas antológicas e improvisadas como a de Luther (David Patrick Kelly – o Sully de Comando Para Matar) chamando os Guerreiros para “brincar” e a trilha sonora marcante, faz de The Warriors (Os Selvagens da Noite) uma pedra única do cinema americano e peça de colecionador de qualquer cinéfilo.
CURIOSIDADES
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| The best gang! |
-No roteiro original para o filme, Cleon é morto pelos “Grammercy Riffs”, Cochise é morto pelos “Baseball Furies”, Ajax é pego pela polícia, Vermin é morto pelas “Lizzies” e Swan é seqüestrado pelo “Dingos”. Isto deixava apenas quatro Guerreiros na batalha com os Punks. Swan, no entanto, reapareceria em Coney Island para lutar a batalha final, após o Riffs saberem a verdade sobre quem atirou em Cyrus;
-Em uma cena no metrô, a atriz que interpreta Mercy caiu e quebrou o pulso. É por isso que mais tarde ela aparece com uma jaqueta, uma vez que está encobrindo o machucado. Os realizadores fizeram Mercy desaparecer do filme por um tempo, só reaparecendo no encontro com o Warriors na plataforma do metrô e dizendo que roubou o casaco que ela usava antes de chegar lá;
-Embora não tenha sido mostrado totalmente no filme, Cleon foi morto;
-Há diversas cenas deletadas do filme original - que você confere abaixo - as quais só foram exibidas na versão televisiva.
Os Selvagens da Noite (The Warriors, EUA, 1979). Elenco: James Remar, David Patrick Kelly. Direção: Walter Hill.
Os Selvagens da Noite (The Warriors, EUA, 1979). Elenco: James Remar, David Patrick Kelly. Direção: Walter Hill.
TRAILER
CENAS DELETADAS
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O Criador Insano
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