domingo, 11 de junho de 2017

FRAMES-CRÍTICA: “Vida” é um trash disfarçado de superprodução que só vale pelo final



Fábio Pereira

Quando afirmam que Alien – O Oitavo Passageiro (1979) fez e continua fazendo escola, não é à toa. Muitos são os filmes que tentam capturar a brilhante fórmula de terror e isolamento no espaço profundo, que foi magnificamente criada por Ridley Scott, no entanto são raras as produções que conseguem o feito e isso vale para “Vida”, um filme que apesar de ser uma superprodução, com um orçamento considerável, mascara o Lado B no qual está inserido: Um trash, com apenas um final que empolga, mas não salva o conjunto da obra.
Desde os primórdios do cinema moderno, o distante planeta Marte gera interesse para o público de ficção científica, seja por meio de comédias, como Marte Ataca (1996), ou de bons filmes como o recente Perdido em Marte (de 2015, também dirigido por Scott) e, para citar um dos meus favoritos, Planeta Vermelho (2000). Este último então é um exemplar que merece ser revisto, não só pelo roteiro redondinho e atuações francas, mas pela diversão de uma aventura que, em nenhum momento, perde a linha e entra em clichês ou apelação. Mas, voltemos ao tão já supervalorizado “Vida”, onde um grupo de astronautas, a bordo da Estação Espacial Internacional, consegue por as mãos numa célula marciana (fato que gera comoção mundial, com até um nome de batismo sendo escolhido pelos terráqueos). Depois disso, a trama basicamente entra no piloto automático e, mesmo para aqueles que não são fãs de Sci Fi, já conseguem adivinhar o que está por vir: A célula marciana “Calvin” começa a se desenvolver, cria inteligência e deixa os astronautas numa fria espacial (não resisti à piada pronta!).
Clichês à parte, no que concerne às atuações, temos um Jake Gyllenhaal num papel que caiu como uma luva (introvertido, com alguma fobia explícita); Ryan Reynolds ainda numa vibe de Deadpool (com piadas prontas e uma dose de sarcasmo saudável); Rebecca Fergunson (de Missão Impossível: Nação Secreta) honesta e verossímil, e o grande ator de origem japonesa Hiroyuki Sanada (lembram-se dele em Sunshine – Alerta Solar?), aqui subaproveitado.
Enfim, “Vida” em nenhum momento me tirou a sensação de ser um trash camuflado, mas não o classifico com ruim, apenas regular.
Em tempo: Segundo o IMDB, alguns fãs teorizam que a película seria um prequel do já anunciado filme sobre um dos mais famosos antagonistas do Homem-Aranha, o vilão Venom (só o tempo provará a verdade).

Vida (Life, EUA, 2017). Elenco: Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Fergunson. Direção: Daniel Espinosa.

Nota – 5 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim/03 a 04 Frames – Regular/05 a 06 Frames – Bom/07 a 08 Frames – Ótimo/09 a 10 Frames - Obra Prima


TRAILER LEGENDADO




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