segunda-feira, 26 de junho de 2017

FRAMES-CRÍTICA: Roteiro perde o rumo e “Kong: A Ilha da Caveira” decepciona



Fábio Pereira


“Querido Billy, estou numa ilha cheia de criaturas exóticas, um coronel que perdeu a razão e dois protagonistas sem química ou qualquer carisma”. Essa citação bem que poderia pertencer a uma carta endereçada ao filho de um dos soldados que protagonizam a nova empreitada do primata mais antigo e famoso das telonas. Em Kong: A Ilha da Caveira (2017), o diretor Jordan Vogt-Roberts (levante a mão quem já tinha ouvido falar dele!) nos traz um remake não literal do filme de 1976, estrelado por Jeff Bridges e Jessica Lange, mas sem o apelo emocional dos protagonistas ou a famosa exibição do “Rei” na cidade grande (também retratada na ótima versão de Peter Jackson em 2005). Nesta recente produção, a história toma novos rumos. Bill Randa (John Goodman, de Arizona Nunca Mais) consegue, através de um senador americano, verba para investigar uma misteriosa ilha em que Randa acredita haver monstros. Para alcançar tal objetivo, ele também solicita uma escolta armada e, com a derrota dos americanos na Guerra do Vietnã, um desolado coronel do exército (Samuel L. Jackson, de Pulp Fiction) vê sua chance de “dar a volta por cima” e aceita a tarefa. Também acompanham o grupo o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston, o Loki de “Thor”) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson, a capitã Marvel).
História traçada, vamos aos fatos para você que ainda continua lendo essa crítica. Kong: A Ilha da Caveira não é um filme ruim, mas passa longe de ser a tão superestimada e adorada superprodução que tanto comentam em grupos do Facebook ou em sites especializados sobre cinema. Já nos primeiros minutos da película a nova versão do gorila é revelada, tirando todo o impacto do mistério que poderia ser revelado somente mais à frente. Erros a parte, a história continua de maneira interessante, até que o roteiro derrapa bruscamente e transforma o personagem de Jackson num insano vilão, inconformado pela perda da Guerra. Soma-se a isso a inexpressividade de Tom Hiddleston (que parece estar fazendo um filme “para pagar o aluguel”) e a insossa Brie Larson (com o carisma de uma uva passa) e temos um filme com militares "super-ultra-mega-armados", enfrentando animais exóticos e gigantes; uma tribo local que, em sua mudez é mais expressiva que a personagem de Tian Jing (de A Grande Muralha); um King Kong sem a expressividade da versão de Peter Jackson (ele está lá somente para lutar contra os outros monstros); e o personagem de John C. Reilly (o alívio cômico que se mostra mais interessante e empático com o espectador que todos os outros personagens somados).
Como afirmei anteriormente, Kong: A Ilha da Caveira não é um filme ruim - principalmente para quem adora ver um UFC de monstros se digladiando em inúmeras cenas de ação – mas também não é essa pérola divertida que tanto comentam por aí.
Em tempo: há uma cena pós-créditos revelando que Kong: A Ilha da Caveira é só o começo.


Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, EUA, 2017). Elenco: Tom Hiddleston, John Goodman, Samuel L. Jackson. Direção: Jordan Vogt-Roberts.


Nota – 5 Frames


Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames – Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima



TRAILER LEGENDADO






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