quinta-feira, 29 de julho de 2010

FRAMES-CRÍTICA: O Livro de Eli - Jornada por um mundo destruído

Fábio Pereira 
(xanderfbi@hotmail.com)

Muitos filmes pós-apocalípticos já foram feitos, uns com resultados ruins (A Estrada), outros com boas surpresas, como é o caso de O Livro de Eli.
As consequências de uma guerra nuclear todo mundo já viu no cinema: atmosfera desolada, a falta de comida que ocasiona muitas vezes o canibalismo, os que possuem armas dominam o pouco da água encontrada e por aí vai. A diferença desta produção para outras, muitas vezes recheadas de clichês do gênero, vem da história que não se preocupa em ir adentro de questões implícitas como o já citado canibalismo.
Após 30 anos do término da última guerra, Eli (Denzel Washington, de Déjà Vu) é um andarilho que percorre os devastados Estados Unidos da América, levando consigo um precioso livro, que protege de tudo e de todos. Ao chegar numa cidade de ladrões, dominada por um déspota de nome Carnegie (Gary Oldman, de O Cavaleiro das Trevas), Eli atrai o interesse do mesmo pelo livro. Nisso começa uma busca incessante por parte do vilão em busca de Eli, que é ajudado por Solara (Mila Kunis, da “bomba” Max Payne), filha da companheira de Carnegie, Claudia (Jennifer Beals, do clássico Flashdance).
Para não estragar as surpresas que O Livro de Eli apresenta, só dou a dica para que se preste muitas atenção ao livro que Eli carrega, bem como sua capacidade de luta superior. No mais, o filme é um deleite aos olhos, seja pela obsessão de Eli em levar a obra a um lugar especial ou pela insistência do vilão em obter seu objeto de desejo, a fim de poder dominar as pessoas de maneira mais sublime.
Algumas curiosidades: em Árabe, Aramaico e Hebreu, Eli é uma variante para o nome de Deus; Kirsten Stewart (A Saga Crepúsculo) interpretaria Solara. Quando ocorreu um conflito de agendas é que Mila Kunis foi selecionada para o papel.




O Livro de Eli (The Book of Eli, EUA, 2010). Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis. Direção: The Hughes Brothers.

Nota – 8 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima



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 Post atualizado em 28/03/2018.

FRAMES-CRÍTICA: O Lobisomem - Monstro clássico revisitado

Fábio Pereira 
(xanderfbi@hotmail.com)

Drácula, um personagem clássico dos filmes de terror, já teve uma excelente versão para as telas (Drácula de Bram Stoker, de 1992). Faltava uma versão solo para outro monstro também clássico, O Lobisomem, que já apareceu em diversas produções oitentistas (como no divertido Deu a Louca nos Monstros - leia o review), ou como antagonista em “A Hora do Lobisomem - leia o review”.
No folclore, Licantropia é a maldição caída sobre um homem que se transforma em um lobo, através da mordida de outra criatura similar. Em Psiquiatria, é um distúrbio onde o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal. Este último fato, inclusive, remete a uma importante passagem do filme em que o personagem de Benicio del Toro é internado e levado a acreditar que sua maldição é, na verdade, uma condição médica.
Após o desaparecimento de seu irmão, Lawrence Talbot (Benicio del Toro, de Sin City) retorna à sua cidade para investigar o ocorrido a pedido de sua futura cunhada, Gwen Coliffe (Emily Blunt, de O Diabo Veste Prada). Chegando lá, encontra seu pai, Sir John Talbot (Anthony Hopkins, do clássico O Silêncio dos Inocentes), um homem reservado que tem em sua história uma tragédia: a morte prematura de sua esposa, presenciada pelo seu então jovem filho, Lawrence. Em meio à investigação, Lawrence presencia várias mortes, todas em noites de Lua Cheia e começa a suspeitar de um segredo maior em sua família.
O Lobisomem, essa reinvenção de um clássico marca pontos pela atmosfera sombria, além de uma produção caprichada, mostrando a Londres do final do século 19 com figurinos excelentes. Anthony Hopkins rouba quase todas as cenas com sua interpretação fria, mas com classe e há também a participação de Hugo Weaving (O Senhor dos Anéis), interpretando um inspetor da Scotland Yard que já havia investigado os crimes de nada mais nada menos que Jack - O Estripador. 

Uma dica: fique de olho no que acontece com o Inspetor ao final do filme.


O Lobisomem (The Wolfman, Reino Unido/EUA, 2010). Elenco: Benicio del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt. Direção: Joe Johnston.


Nota – 7 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima



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Post atualizado em 04/06/2018.

sábado, 17 de julho de 2010

FRAMES-CRÍTICA: Amelia - História real de uma pioneira da aviação

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com

Uma história magnífica: isto traduz bem essa produção ianque que fala sobre a vida de Amelia Earhart (Hilary Swank, do ótimo Menina de Ouro), a primeira mulher a completar a travessia do Oceano Atlântico pilotando um avião, feito então protagonizado anteriormente por um homem.
Pouco conhecida pelas terras tupiniquins, Amelia Earhart foi uma sensação nos Estados Unidos nos anos de 1920 e 1930 devido ao fato de romper barreiras no ar e no solo, estimulando outras mulheres a fazer o mesmo e defendendo seus direitos. Casada com um magnata da indústria editorial (Richard Gere, de Sempre ao seu Lado), Amelia decide, em 1937, embarcar num feito inédito: dar a volta ao mundo em um voo solo.
Na produção bem caprichada, com uma excelente e emocionante trilha sonora, que mostra todos os lados da lendária aviadora, a interpretação forte e segura de Hilary Swank se sobressai positivamente, com destaque para a participação regular de Ewan McGregor (Star Wars – A Vingança dos Sith).
Até hoje o desaparecimento de Amelia Eahart é um mistério na aviação mundial, sendo que muitas teorias foram elaboradoras para justificar o fato. 
Amelia não é uma daquelas produções "só para Americano ver", pois vale pelo contexto histórico sobre o pioneirismo feminino na aviação mundial.


Amelia (Idem, Canadá/EUA, 2009). Elenco: Hilary Swank, Richard Gere, Ewan McGregor. Direção: Mira Nair.


Nota – 8 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima




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Post atualizado em 17/07/2018.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FRAMES-PROMOÇÃO

Cinema e pipoca: uma combinação sem igual!


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domingo, 4 de julho de 2010

FRAMES-TRAILER: Novo trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte

Dividido em duas partes, as últimas aventuras do bruxinho mostrarão a luta de Harry Potter (Daniel Radcliffe) para derrotar seu arquiinimigo, Lorde Valdemort (Ralph Fiennes).
Nessa batalha, ele conta com a ajuda dos inseparáveis amigos, Hermione (Emma Watson) e Ron Weasley (Rupert Grint).
A primeira parte estreia nos cinemas nacionais no dia 19 de novembro. Confira, abaixo, o último trailer legendado, em alta resolução.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

FRAMES-CRÍTICA: Preciosa: uma história de sofrimento e esperança

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com

Antes de assistir Preciosa – Uma História de Esperança, pensei logo que se trataria de um dramalhão hollywoodiano como tantos que já receberam o Oscar. Que engano da minha parte. Preciosa é um filme forte com cenas fortes e com a maestria de mostrar o que acontece no dia a dia em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil, mas que muita gente só toma conhecimento quando presencia o fato.
Com US$ 10 milhões, o diretor Lee Daniels mostra a história de Clareece Preciosa Jones, uma adolescente de 16 anos, acima do peso e pobre, que sofre abuso do próprio pai biológico e da mãe com quem mora. Com dois filhos gerados pelo incesto, ela se vê sem esperanças e acaba expulsa pela escola. Indo para uma instituição alternativa, ela encontra uma fuga para sua existência traumática.
A interpretação da estreante Gabourey Sidibe faz o espectador se identificar com a trama, sofrer com a protagonista e torcer por um famoso final feliz, que acaba vindo, mas não da maneira usual. A luta de Preciosa para fugir da realidade sempre cruel e a força de querer algo melhor para si e seus filhos, sendo um deles portador da Síndrome de Down, faz dessa trama, vencedora de 2 Oscars - Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado - uma excelente produção das terras ianques.
Nota: reparem que durante quase todo o filme, Preciosa não chora uma única vez, mesmo com os abusos frequentes. As lágrimas só ocorrem num momento triste e culminante da trama, que se passa em 1987.
Uma dica: fiquem atentos às participações de Mariah Carey e Lenny Kravitz durante o filme.

Preciosa – Uma História de Esperança (Precious - Based on the Novel Push by Sapphire, EUA, 2009). Elenco: Gabourey Sidibe, Mo’Nique, Mariah Carey. Direção: Lee Daniels.

Nota – 8 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima




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Post atualizado em 24/03/2018.