quinta-feira, 19 de abril de 2018

FRAMES-RETRÔ: Ninguém está a salvo quando chega “A Hora do Lobisomem”

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

Segundo o folclore popular, a Licantropia é a maldição recaída sobre um ser humano que adquire a capacidade de se transformar em um lobo. No cinema oitentista, temos vários exemplos de como os lobisomens podem tanto fascinar, como assustar os menos corajosos. Além dos clássicos Grito de Horror [leia o review] e Um Lobisomem Americano em Londres (ambos de 1981), outra referência é A Hora do Lobisomem (também conhecido como Bala de Prata por aqui). Vagamente baseado no livro O Ciclo do Lobisomem, do mestre do terror Stephen King (responsável pelo roteiro adaptado), A Hora do Lobisomem é uma película mais voltada para um entretenimento rápido e sem expectativas maiores, tornando-se uma obra menor que os clássicos já citados acima, mas que ainda envolve o espectador pela trama de terror e suspense.
Sangrento, A Hora do Lobisomem é uma produção que não se preocupa em construir uma mitologia sobre a criatura (algo brevemente comentado por um dos personagens principais), mas foca em explorar o lado animalesco e fatal do ser que destroça pessoas na escuridão e se torna implacável em noites de lua cheia.
Na trama, que se passa no ano de 1976 (!), na fictícia cidade de Tarker’s Mills, uma série de assassinatos brutais começa a assustar a comunidade, que suspeita de um serial killer. Quando nem a lei local consegue impedir os crimes, Marty (o saudoso Corey Haim,

Marty em sua "Silver Bullet"

de Os Garotos Perdidos [leia o review]), um jovem paralítico, descobre que um lobisomem está por trás de tudo e resolve caçá-lo, com a ajuda de sua irmã e seu tio.
Num tempo em que o CGI ainda dava seus primeiros passos no cinema (O Enigma da Pirâmide [leia o review] foi o precursor), a equipe de produção, responsável pela confecção da criatura, falha em muitos pontos, mas acerta em outros. O lobisomem, que mais parece um urso bem peludo (quando focado em plano aberto), só funciona quando mostrado em closes fechados. Já a cena de pesadelo do reverendo é a que realmente impressiona. A comunidade, que aos poucos vai se transformando em lobisomens, revela um esforço satisfatório da equipe de maquiagem, que também fica com pontos extras ao mostrar a criatura voltando ao seu estado natural. Com uma trama com poucas atuações em destaque, A Hora do Lobisomem, dirigido pelo desconhecido Daniel Attias, ainda vale a pena pelos sustos e o mistério que envolve a verdadeira identidade da criatura inumana.


Curiosidades sobre o filme

 

Ainda bem que o álcool é anestésico


-Gary Busey, que fez suas próprias cenas de luta com o lobisomem, sem o auxílio de um dublê, realmente se machucou na cena em que é arremessado contra um espelho.


Citações

“O rosto da Besta sempre se fará visível e seu tempo sempre passará.” – Reverendo Lowe.

“Os psicóticos são assim em noites de lua cheia. E esse cara é um psicótico. Quando o pegarem, você verá que ele é humano, assim como nós.” – Tio Red.

“Se contarmos a algum adulto, ele vai rir. Então, o que vamos fazer?” – Jane.

“Estou muito velho para brincar de lobisomem.” – Tio Red.


A Hora do Lobisomem (Silver Bullet, EUA, 1985). Elenco: Gary Busey, Corey Haim e Everett McGill. Direção: Daniel Attias.


TRAILER LEGENDADO


 

Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB. 




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