Quem nunca dançou, imitando os passos de Tony Manero (John Travolta), não sabe o que é viver a Disco Music em toda sua essência. Com a magnífica e eterna trilha sonora, composta de sucessos dos Bee Gees e muitos outros, Os Embalos de Sábado à Noite continua emocionando e entretendo muita gente até hoje. Para quem não conhece a história, Travolta interpreta um jovem que só encontra satisfação na vida quando está dançando. Entre uma crise familiar e a dureza da realidade, ele terá de batalhar para crescer num mundo sem oportunidades. Os Embalos de Sábado à Noite é diversão uma garantida para fazer você esquecer que a folia está tomando conta do país todo. Clique aqui para comprar a edição especial em DVD!
Para os fãs do cinema oitentista, nada melhor que se imaginar fazendo cocktails ao som de “Hippy Hippy Shake”. Nesse clássico dos Anos 80, Tom Cruise interpreta Brian Flanagan, um jovem ambicioso que tenta um emprego em Nova York, mas com as inúmeras rejeições acaba entrando no ramo de bares. É lá que conhece Doug Coughlin (Bryan Brown, de F/X – Assassinato sem Morte), um veterano barman que ensina Brian como fazer drinks, além de alimentar sonhos de riqueza e sucesso para ambos. Com a participação de Elisabeth Shue (Despedida em Las Vegas), Cocktail é um daqueles filmes que marcam pelas atuações despretensiosas e um roteiro bem amarrado, além dos malabarismos de Cruise e Brown. Clique aqui para comprar o Blu-ray.
Viajar com amigos, numa aventura muito louca: todo mundo (ou quase todo mundo) já teve esse sonho. Se seu senso de aventura ainda está em alta, Caindo na Estrada vai te levar para uma trama recheada de risos e uma boa dose de saudável irresponsabilidade adolescente. Josh Parker (Breckin Meyer, de As Patricinhas de Beverly Hills) é um típico universitário americano: gosta de festas, tem amigos anormais, e namora uma garota à distância. Num acaso do destino, acaba por enviar à sua amada uma fita comprometedora em que faz sexo com outra garota. Nisso, acompanhados de três amigos, ele parte em busca da fita antes de tudo ir por água abaixo. Clique aqui para comprar a edição especial em DVD!
Joseph Gordon-Levitt (Looper: Assassinos do Futuro) está na pele de Adam, um jovem de apenas 27 anos que descobre estar com câncer, mesmo sem nunca ter fumado ou ingerido álcool durante sua curta existência. Para segurar as pontas, ele vai contar somente com a ajuda do melhor amigo Kyle (Seth Rogen, de Pagando Bem, Que Mal Tem?) e da jovem analista (Anna Kendrick, de Scott Pilgrim Contra o Mundo). Baseado em fatos reais, 50% é um drama que emociona pelas boas atuações dos protagonistas nas diversas situações mostradas na tela. Um filme para assistir a dois. Clique aqui para comprar a edição especial em Blu-ray.
Se você pensa que todos os filmes sobre vampiros são iguais, está redondamente enganado. Nesse drama de 2013, dois vampiros eruditos e isolados do mundo vivem, há séculos, uma história de amor envolta em cumplicidade e devoção, mas suas vidas tomam um rumo perigoso quando a irmã de um deles aparece e coloca em risco sua existência envolta em segredos. Amantes Eternos é uma produção que cativa por seu ritmo lento, mas concreto (mesmo numa ficção irreal), e chega a gerar uma sensação de empatia pelos dois protagonistas, mesmo com um final visceral que acaba por mostrar a verdadeira natureza dos seres das trevas. Com um elenco formado pela talentosa Tilda Swinton (do excelente O Curioso Caso de Benjamin Button), Tom Hiddleston (de Kong - A Ilha da Caveira - leia a crítica), e uma participação marcante do saudoso John Hurt, essa produção vai cativar até mesmo aqueles que torcem os narizes para criaturas que não brilham na luz. Clique aqui para comprar a edição especial em DVD!
Que tal? Dá para relaxar longe da Folia? Faça seu comentário, compartilhe o post e indique quais outros filmes você adora assistir no Carnaval!
Quem diria que um simples blog, nascido através de uma necessidade de dois colegas de trabalho por expressar a paixão pela Sétima Arte chegaria até aqui? Sim, caros leitores do Frames da Imaginação, foi exatamente no dia 26 de fevereiro de 2009 que iniciamos nossas atividades com um post - Clique aqui para conferir nosso primeiro post - analisando o filme de terror espanhol REC (2007) e sua contraparte americana Quarentena (2008). De lá pra cá foram MUITOS posts! Como a proposta era ser um blog que englobasse o mundo do entretenimento, já publicamos sobre TV Aberta, Música, Games, Séries de TV, Animes e Mangás, Tecnologia, Artes, Literatura e muitos outros assuntos, mas o principal tema sempre foi a Sétima Arte. Sim, essa a qual denominamos de Cinema, que nos emociona, faz sonhar, desestressar, torcer, vibrar, chorar, amar e viver toda a infinidade de sentimentos dos quais esse complexo saco de ossos, carne e sangue chamado Ser Humano é capaz de alcançar. Nós do Frames da Imaginação, agradecemos a todos vocês fiéis leitores que nos acompanharam e acompanham ao longo dessa década de paixão pelo Cinema, entretenimento e diversão! E que venham mais 10 anos!
Já falei aqui como aprecio alguns dos filmes do cineasta John Carpenter (vide Os Aventureiros do Bairro Proibido – clique e leia o review). Em O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982), obra-prima do cinema de terror oitentista, o diretor dá uma aula de como se faz um verdadeiro filme do gênero (algo que parece ter se perdido nos tempos atuais, salvo algumas exceções). Para quem não conhece a trama, tudo se situa na distante Antártica, mais precisamente numa remota estação de pesquisas americana, onde um grupo de cientistas é perturbado por dois homens, num helicóptero, perseguindo um cão pela imensidão gelada. Após a destruição do aparelho e a morte de seus tripulantes, o cão é recolhido à base, mas acaba se revelando uma criatura mortal, que é capaz de fazer uma cópia exata de qualquer ser vivo, absorvendo-o. Numa época em que os efeitos especiais ainda estavam engatinhando a passos lentos, a equipe de produção de Carpenter conseguiu (com um realismo notável, através de Bonecos Animatrônicos)
Uma das facetas da criatura alienígena
mostrar, com uma ótima caracterização, as diversas facetas da criatura alienígena que assola os cientistas da base americana, num frenesi que chega a revirar o estômago dos mais fracos. Mas O Enigma de Outro Mundo é muito mais do que sangue e vísceras. O filme, que mantém o espectador atento numa trama tão fantasiosa e assustadora, que chega ao ponto de se tornar quase verossímil, é composto de uma paranoia e uma sensação de insegurança que salta aos olhos. Assim como Ridley Scott conseguiu, em 1979, expor de forma visceral os elementos de confinamento e isolamento em outro grande clássico do terror (Alien – O Oitavo Passageiro), Carpenter foi também bem sucedido em sua película de horror. Na história, recheada de testosterona, atuações nervosas e envolta pelo medo constante da replicação e morte, é em meio a cientistas e médicos que um líder improvável (e essencial) se sobressai na figura de um simples piloto de helicóptero: R. J. MacReady (o sempre ótimo Kurt Russell) é o protagonista que tem uma participação significativa em toda a trama (inclusive em seu final, que ainda gera dúvidas até hoje). Clássico do cinema de terrore versão de O Monstro do Ártico (1951), O Enigma de Outro Mundo é o tipo de filme atemporal, com uma trilha sonora sinistra, composta pelo italiano Ennio Morricone, que ainda impressiona mesmo àqueles que não tão fãs do gênero. Na imensidão gelada da Antártica, O Enigma de Outro Mundo não está morto ainda.
Curiosidades sobre o filme
A Verdade Está no Gelo
-O episódio “Terror no Gelo”, da primeira temporada da série de TV Arquivo X é uma homenagem direta ao filme de Carpenter;
Com o Google Tradutor, a história seria outra
-“Deem o fora daqui! Isso não é um cachorro, é uma espécie de coisa! Está imitando um cachorro, não é real! Afastem-se dele, seus IDIOTAS” – Esse é o diálogo do Norueguês no início do filme;
A dúvida permanece até hoje
-Um final alternativo foi filmado mostrando MacReady resgatado, e tendo feito um exame de sangue provando que ele era humano. Isso foi feito por precaução e nunca usado, nem mesmo para testes, já que não fazia parte da visão original de John Carpenter para o filme.
Citações
“A primeira maldita semana de inverno!” – MacReady.
“Não consigo contatar ninguém há duas semanas! Ninguém deve ter falado com ninguém em todo o Continente, e agora você quer que eu contate alguém?” – Windows.
“Cinco minutos são o suficiente para um homem pirar por aqui.” – Nauls.
“Não sei o que tem aí dentro, mas é estranho e está zangado.” – Clark.
“Porque é diferente de nós. Porque veio do espaço. O que vocês querem de mim?” – MacReady.
“Acham que a Coisa queria ser um animal? Nenhum cão percorre milhares de quilômetros no frio. Vocês não entendem! A Coisa queria ser a gente! Se a célula escapar, poderia imitar tudo na face da Terra e não vai parar!” – Blair.
“Se eu fosse uma imitação perfeita, como saberia se sou eu mesmo?” – Childs.
“Ninguém confia em ninguém agora. Não posso fazer mais nada, a não ser esperar. R.J. MacReady, piloto de helicóptero, Posto 32, EUA.” – MacReady.
O Enigma de Outro Mundo (The Thing, EUA, 1982). Elenco: Kurt Russell, Keith David e Wilford Brimley. Direção: John Carpenter.
Um dos maiores inimigos de um motorista, que dirige por longas horas seguidas, é o sono. Ele, como um vilão silencioso, chega quase sem avisar e diminui drasticamente os reflexos de quem está ao volante. Mas, no universo cinematográfico dos Anos 1980, existe um vilão muito maior e letal, personificado na figura de um simples (porém assustador) desconhecido pedindo carona. Em A Morte Pede Carona(The Hitcher/1986), essa figura sombria batizada como John Ryder é encarnada pelo grande Rutger Hauer (in memoriam), que com sua serenidade ameaçadora criou um dos grandes psicopatas do cinema mundial. É numa paisagem quase desértica que Ryder encontrará (e atormentará) sua vítima mais ilustre (personificada com uma inocência marcante pelo jovem C. Thomas Howell), além da vitima do acaso (Jennifer Jason Leigh, com um sotaque Texano carregado). Mas A Morte Pede Carona é mais que um thriller de ação (perseguições de carros, helicópteros e explosões estão presentes a toda hora). A trama - que mostra Jim Halsey (C. Thomas Howell, de Uma Família em Pé de Guerra - 1984) levando um carro de Chicago a San Diego (Califórnia) para um dono que nem conhece e se depara com um assustador psicopata - constrói a figura de um
John Ryder: o mal personificado
vilão sem poderes demoníacos, mas que consegue (numa única faceta de pura maldade) infernizar a vida do protagonista com uma implacável eficiência. Fracasso de bilheteria na época do lançamento, detonado pela crítica, e longe de ser o filme favorito de Rutger Hauer (que já atribuiu zero estrelas à película), A Morte Pede Carona ainda fascina pela tensão provocada pela perseguição de Ryder a Halsey, num tempo em que a comunicação era bem limitada (nada de celulares ou Internet) e tornava qualquer pedido por ajuda muito mais complicado. Dirigido pelo desconhecido Robert Harmon (que construiu sua carreira voltada para filmes televisivos), A Morte Pede Carona nos ensina que, da próxima vez que estivermos na mesma situação de Halsey, nada melhor que uma boa garrafa térmica de café a tiracolo e nada de parar para Caroneiros. Tudo isso, é claro, para evitar que uma simples viagem de carro se transforme num enorme pesadelo.
Curiosidades sobre o filme
Sim, caros leitores, a tensão era real!
-C. Thomas Howell admitiu ter ficado com medo de Rutger Hauer durante as filmagens e fora das locações, devido à intensidade com quem o ator incorporou o papel de John Ryder;
Será que ele recebia seu pagamento em Latinum?
-Conhecido dos fãs de Star Trek – Deep Space Nine, onde interpretava o Ferengi Quark, Armin Shimerman faz uma participação especial interpretando um detetive que tenta interrogar o personagem de Hauer;
O especial do dia era Filé ao Molho Replicante
-Numa cena, o personagem de Howell entra num local chamado “Roy’s Cafe”, uma clara referência ao personagem de Hauer no clássico Blade Runner (1982);
Aceita batatas fritas como acompanhamento, senhor?
-O script original era tão extenso que o filme poderia ter a duração de 3h! Muitas cenas ficaram de fora, como a de Ryder trucidando uma família inteira; um olho humano aparecendo no meio de um hambúrguer (isso foi substituído pela cena do dedo em meio às batatas fritas); uma pessoa sendo decapitada. Após muitas revisões, as cenas foram descartadas.
Citações
“Minha mãe me disse para nunca fazer isso.” – Jim Halsey.
“Achei que ele me ajudaria a ficar acordado.” – Jim Halsey.
A Morte Pede Carona (The Hitcher, EUA, 1986). Elenco: Rutger Hauer, C. Thomas Howell e Jennifer Jason Leigh. Direção: Robert Harmon.