Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é a protagonista do
pôster lançado na rede social Instagram. O filme acompanhará uma nova edição
dos jogos, que traz antigos vencedores para a disputa. Josh Hutcherson, Stanley
Tucci, Woody Harrelson e Elizabeth Banks também retornam ao elenco, que ainda
conta com Jenna Malone (Na Natureza Selvagem) e Philip Seymour Hoffman (O
Mestre) como novidades.
Francis Lawrence (Água Para Elefantes) assume a direção. O longa
está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro.
Era o ano de 1994 e eis que, nos cinemas, estreava um dos filmes mais
maravilhosos daquele ano: Com Mérito (With Honors). O ator, na época pouco conhecido, Brendan
Fraser (de A Múmia), juntamente com o veterano Joe Pesci (de Os Bons Companheiros)
eram a base para esse excelente drama, que ainda contava com as participações
de Patrick Dempsey (Namorada de Aluguel) e Josh Hamilton (Vivos!). O diretor Alek Keshishian, que é graduado em Harvard (!) e
responsável pelo documentário “Na Cama com Madonna” - que, por sinal, canta a
música tema do filme: “I’ll Remember” -
consegue, com uma maestria admirável, dosar drama com pitadas de humor,
numa mistura que deixa o espectador bastante confortável com o desenrolar do
longa. A trama de Com Mérito, com alguns clichês do gênero, mesmo para
época (início dos anos 1990), segue os passos de Montgomery “Monty” Kessler
(Brendan Fraser), um arrogante e obstinado estudante da famosa universidade
americana de Harvard, prestes a se formar. Por obra do destino, sua tese de
graduação acaba por parar nas mãos de Simon Wilder (Joe Pesci), um mendigo nada
simplório, que chantageia Monty com a troca de cada página por casa ou comida (a
tese possui 83 páginas!). Assim, juntamente com seus companheiros de república,
Everett Calloway (Patrick Dempsey), Courtney Blumenthal (Moira Kelly, de
“Chaplin”) e Jeffrey Hawks (Josh Hamilton), Monty é forçado a conviver com o
mendigo, mas seu relacionamento acaba evoluindo para uma amizade que influencia
a vida de todos. O longa se apoia na interação dos personagens de
Fraser e Pesci, mostrando uma química perfeita e acertada, além de aparar as
arestas com personagens unidimensionais, no entanto importantes, como o de
Patrick Dempsey (um radialista bon vivant) e de Moira Kelly (interesse
amoroso platônico de Monty). Mais que um simples drama, Com Mérito é uma
verdadeira lição de vida, mostrando que uma amizade pode superar tudo,
inclusive diferenças sociais.
Com Mérito (With
Honors, EUA, 1994). Elenco: Joe Pesci, Brendan Fraser e Patrick
Dempsey. Direção: Alek Keshishian.
Assisti quase todos os principais filmes que concorram
ao Oscar de 2012 e, numa avaliação mais abrangente, achei quase todos
cansativos e tediosos (leia-se “Lincoln” e “A Hora Mais Escura”). A Academia de
Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, parece mesmo sempre discordar
da maioria do público no que concerne a filmes que impactam e emocionam. Tudo
bem que são os milhares de votos individualizados dos membros da Academia que
determinam quem leva o Oscar, mas para um drama tão emocionante como Indomável
Sonhadora não ter levado ao menos uma premiação, (foi indicado a Melhor Filme,
Direção, Melhor Atriz e Roteiro Adaptado) fica a afirmação no
ar: um Oscar não quer dizer nada!
Não assisti “Argo”, que levou a estatueta de
Melhor Filme e Roteiro Adaptado e concordei que o diretor Ang Lee
mereceu a estatueta por “As Aventuras de Pi”, mas a estreante Quvenzhané Wallis,
que interpreta o papel principal em Indomável Sonhadora, mostrou uma força incrivelmente
superior a Jennifer Lawrence, que levou a estatueta de Melhor Atriz pelo ótimo “O Lado
Bom da Vida”.
Mas, vamos ao que interessa. Indomável Sonhadora
(título tupiniquim mais adequado do que “Feras do Sul Selvagem”), é um drama
despretensioso, mas que envolve o espectador em sua narrativa emocionante e
inocente, mostrando a trajetória de Hushpuppy (Quvenzhané Wallis), juntamente
com seu pai, lutando para sobreviver num local inóspito e degradante aos
padrões humanos, mas que outros chamam de lar. Com a possibilidade de ficar órfã,
devido à doença de seu pai, Hushpuppy ainda precisa conviver com as
consequências de uma forte tempestade, que inunda toda comunidade onde morava.
Dizem que lar é onde seu coração está. Neste
sentido, a caracterização do drama dos personagens se mostra eficiente pelas
mãos do diretor Benh Zeitlin, que também foi responsável pelo
roteiro do filme. Sem apelar para um excessivo drama “choraminguento” e com
interpretações mais naturais, Indomável Sonhadora consegue expressar a verdadeira natureza
humana, mostrando preocupações simples e imediatas, como a sobrevivência, além do
companheirismo extremo daqueles que possuem tão pouco, mas que se solidarizam,
transparecendo a força de uma pequena e decadente comunidade.
Indomável Sonhadora é um filme que conquista pelo
drama e impacta pela devoção e sonhos da protagonista.
IndomávelSonhadora (Beasts of the Southern Wild, EUA, 2012). Elenco:
Quvenzhané Wallis, Dwight Henri e Gina Montana. Direção: Benh
Zeitlin.
Se você acha que a comparação com o clássico
faroeste “Sete Homens e um Destino” (EUA, 1960) é, no mínimo, prematura, pense
duas vezes, ou sete!
Mercenários das Galáxias, visto hoje, por olhos
acostumados com os efeitos especiais de “Avatar” (EUA, 2009), ou com batalhas
épicas no espaço, como a do Star Trek de J. J. Abrams, pode parecer medíocre e
ultrapassado, pelos efeitos especiais antiquados e figurinos dignos de passistas
de escolas de samba cariocas, mas, para um filme lançado há mais de 30 anos, no
começo dos maravilhosos anos 80, o termo “cult” se adequa a ele com força
total.
A trama de Mercenários das Galáxias segue os mesmos passos do já citado “Sete
Homens e um Destino”: o vilão Sador (John Saxon – canastrão ao extremo), possui
uma nave imbatível, que escraviza planetas e seus habitantes. Chegando ao
pacífico planeta Akir (homenagem ao diretor japonês Akira Kurosawa), ele tenta
fazer a população refém de seus desígnios, exigindo sua colheita, com a garantia
que o medo se encarregará de tudo. Mas, eis que um jovem fazendeiro, Shad
(Richard Thomas, em interpretação esquecível) parte a bordo de uma velha nave Corsária, para recrutar mercenários a fim de salvar seu planeta.
A equipe – alguns convencidos a duras penas – é
formada por: Gelt (o saudoso Robert Vaughn, de Sete Homens e um Destino!), um guerreiro
experiente, que aceita a missão somente para se esconder das autoridades que o
perseguem; Cowboy do Espaço (o já falecido Robert Peppard, do original
“Esquadrão Classe A”), um terráqueo, natural do estado norte-americano do Texas;
Exmin (Sybil Danning, de “Aeroporto 79 – O Concorde”), pertencente a uma raça
guerreira chamada de “Valquírias”; Nestor (Earl Boen, John Goen e outros), uma
raça de clones inteligentes que formam um único ser; Nanelia (Darlanne Fluegel,
a esposa de Stallone em “Condenação Brutal”), a filha do fabricante de armas,
Doutor “Hephaestus”; e Cayman, da Zona Lambda (Morgan Woodward, ator mais
voltado a séries de TV, como Dallas), um membro de uma raça de répteis e
mercador de escravos.
Nas mãos do inexpressivo diretor Jimmy T. Murakami,
com produção de Roger Corman, Mercenários das Galáxias pode ter um quê de amadorismo nas
caracterizações de alguns personagens, como o Cowboy, com todos os maneirismos
e gracejos tipicamente americanos, mas pode se vangloriar pela trama, que
envolve o espectador de maneira positiva, com todos torcendo que o vilão
canastrão tenha seu fim merecido.
Duas curiosidades: James Horner, responsável por
trilhas de outros clássicos dos Anos 80, como “Comando Para Matar”,
também assina a trilha desta produção; o, na época, iniciante diretor James
Cameron (Avatar, O Exterminador do Futuro) estava a cargo dos “efeitos
especiais” de Mercenários das Galáxias.
Mercenários das
Galáxias (Battle Beyond the Stars, EUA, 1980). Elenco: Richard Thomas, John
Saxon e Robert Vaughn. Direção: Jimmy T. Murakami.