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terça-feira, 3 de outubro de 2017

FRAMES-RETRÔ: Num pacato subúrbio americano, Tom Hanks vê sua paz acabar em Meus Vizinhos são um Terror

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Tom Hanks é, atualmente, reconhecido internacionalmente e premiado por seus papéis dramáticos no cinema, no entanto para os mais novatos na Sétima Arte, vale ressaltar aqui que ele começou sua carreira em filmes mais (ou totalmente) voltados para a comédia. Já tendo no currículo alguns clássicos do cinema oitentista, como A Última Festa de Solteiro (1984), Um Dia a Casa Cai (1986) e Quero ser Grande (1988) - só para citar alguns - em Meus Vizinhos são um Terror Hanks topou participar de seu primeiro papel em que interpretaria um pai de família (algo que ele tinha evitado anteriormente por medo de ficar taxado como “sério demais”).
Desafio aceito e ele nos proveu um de seus mais divertidos e notórios personagens de sua longa trajetória cinematográfica. 
Em Meus Vizinhos são um Terror, Tom Hanks é Ray Peterson, um pacato morador de um clássico subúrbio americano, sem muros altos ou cercas elétricas. Assim como seus vizinhos normais, ele se preocupa apenas como conservar seu jardim, polir seus carro e passear com seu cão, até que um fato vem para arranhar a face perfeita do cotidiano de todos. Os novos inquilinos de uma casa, na

Os "Vizinhos vindos do Inferno"

rua em que passa a ação, raramente são vistos durante o dia, mas fazem barulhos suspeitos à noite. Quando um morador idoso some misteriosamente, Peterson, com a ajuda de um militar durão e um amigo folgado, resolvem investigar o fato e as suspeitas os levam à estranha família Klopek. 
Meus Vizinhos são um Terror é um filme divertido, que mistura uma comédia textual com um mistério que só aumenta a cada minuto da trama, deixando o espectador ávido por mais. Créditos para o diretor Joe Dante (de Viagem ao Mundo dos Sonhos – 1985), que conseguiu tirar o melhor de um elenco com uma química que transparece na tela, pois além de Hanks, temos o estereótipo do militar patriota

Pausa para o café com biscoitos

100% americano (Bruce Dern, de 1969 – O Ano que Mudou Nossas Vidas); o amigo aproveitador (o saudoso Rick Ducommun, de Duro de Matar - 1988); a juventude vigorosa, representada por Corey Feldman, de Os Garotos Perdidos [leia o review]; a esposa dedicada e racional (a saudosa Carrie Fischer, que dispensa referências); e os estranhos da vizinhança: a família composta por um médico/pintor (o saudoso Henry Gibson, de Os Irmãos Cara de Pau – 1980), seu irmão nada simpático (Brother Theodore, em sua última participação no cinema), e o “Pinóquio Bizarro” (Courtney Gains, de Namorada de Aluguel – 1987). 
Com uma ótima trilha sonora, composta pelo já falecido Jerry Goldsmith, Meus Vizinhos são um Terror figura entre os melhores da década de 1980 e, depois de ser visto pelo menos uma vez, fará você começar a olhar mais atentamente para certos vizinhos que agem de maneira nada usual. 


Curiosidades sobre o filme 

My Precious


 - A cadelinha “Queenie” tem bagagem cinematográfica. Ela também esteve presente num filme de 1991, sobre um certo psicopata de nome Dr. Hannibal Lecter;



- Um dos filmes que o personagem de Hanks assiste na TV é o clássico do terror O Exorcista (1973); 


- No começo da trama, numa cena rápida, pode-se ver uma caixa de cereais com a foto do Gizmo na capa. Joe Dante também dirigiu Gremlins (1984); 

Computador, ativar o HME?



- Robert Picardo, o Holograma Médico de Emergência, da série Star Trek: Voyager aparece num pequeno papel interpretando um lixeiro. 


CITAÇÃO

“Eu quero matar todo mundo. Satanás é bom. Satanás é nosso amigo.” – Art. 


Meus Vizinhos são um Terror (The ‘Burbs, EUA, 1989). Elenco: Tom Hanks, Carrie Fischer e Corey Feldman. Direção: Joe Dante. 




TRAILER 


  

Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB

terça-feira, 25 de julho de 2017

FRAMES-RETRÔ: Os Garotos Perdidos – Vampiros e Mullets na capital mundial dos assassinatos

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Muito antes de os vampiros serem reduzidos a criaturas que brilham na luz, vivem romances açucarados e não impõem medo em ninguém, o cinema da década de 1980 já nos brindava com um filme que é uma referência, até hoje, quando se fala sobre os sugadores de sangue. 
Os Garotos Perdidos pode até ser enquadrado na categoria “Sessão da Tarde”, mas está muito além disso. A película, sob a direção entusiasmada de Joel Schumacher (do ótimo “Linha Mortal”), deu um ar de jovialidade no segmento que era mais direcionado ao Homini Nocturna mais conhecido do cinema contemporâneo, o Conde Drácula. Mas esqueça dos castelos empoeirados de séculos passados e atores com roupas esvoaçantes! Nesse terror - estrelado por um hoje sumido Jason Patrick (de Sleepers – A Vingança Adormecida), os “Coreys” que fizeram sucesso em diversos outros filmes, uma Dianne Wiest (de Edward Mãos de Tesoura) em atuação discreta e um Kiefer Sutherland anos luz de distância do conhecido Jack Bauer - o clima adolescente impera e boa parte da cultura dos Anos 1980 é bem retratada na tela, enchendo os olhos dos adoradores daquela maravilhosa época. 
Jamison Newlander, Corey Haim e Corey Feldman: vítimas da moda
Na trama de Os Garotos Perdidos, após mudarem para uma nova cidade no norte da Califórnia (Santa Carla – A Capital Mundial dos Assassinatos, batizada numa pichação em um outdoor), dois irmãos adolescentes e sua mãe se veem envolvidos nos mistérios de uma gangue de motoqueiros que escondem muito mais que seus Mullets podem encobrir. 
Os Garotos Perdidos é um daqueles filmes que a gente sente prazer em rever inúmeras vezes, não somente pela trama bem amarrada, mas também por diversos outros fatores, como os figurinos da época, - que hoje podem parecer de vítimas da moda, como um dos personagens secundários eloquentemente caracteriza – o visual Rock Mullet dos vampiros, a influência hippie também nas indumentárias e a maravilhosa trilha sonora, que atua quase como um personagem extra, complementando as sequências com músicas do INXS e Echo and The Bunnymen (numa versão da maravilhosa “People Are Strange” do The Doors), entre outras. 
Os vampiros e seus visuais com influências Rock Mullet e Hippie
Para os mais sensíveis, armem-se com água benta e estacas e apreciem a viagem. 

Em tempo: Prestem atenção no personagem do ator Barnard Hughes (de Dr. Hollywood – Uma Receita de Amor). Ele tem um papel bem divertido na conclusão da trama. 


“Nunca convide um vampiro para a sua casa, garoto bobo. Ele te deixa sem poderes.” – Max. 


Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, EUA, 1987). Elenco: Jason Patrick, Corey Haim e Dianne Wiest. Direção: Joel Schumacher. 


TRAILER 

 

Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB

sexta-feira, 12 de março de 2010

FRAMES-RETRÔ: Sem Licença Para Dirigir: clássico dos anos 1980

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com



Sem Licença Para Dirigir
(License to Drive) é um daqueles filmes “Sessão da Tarde” que todo mundo não esquece. Les Anderson (Corey Haim) é um típico adolescente americano que tem um objetivo: tirar sua habilitação para convidar a garota de seus sonhos, Mercedes Lane (Heather Graham) para um encontro. Mas Les acaba falhando no exame e, deliberadamente, rouba o Cadillac de seu avô, o que o coloca numa noite de muitas confusões.
Formando a famosa dupla com Corey Feldman (Dean) – seu parceiro de tantos filmes – Sem Licença Para Dirigir é um exemplar das aventuras adolescentes que imperavam nos EUA na década de 80.
O filme conta com a participação da jovem Heather Graham em um de seus primeiros papéis para o cinema, além do agora saudoso James Avery (Um Maluco no Pedaço), como o instrutor de trânsito durão, que “adora seu café”.
Algumas curiosidades: na época das gravações, nenhum dos Coreys possuía habilitação; Apesar de fazer par romântico no filme com Corey Haim, Heather Graham namorou, na vida real, Corey Feldman.


Sem Licença Para Dirigir (License to Drive, EUA, 1988). Elenco: Corey Feldman, Corey Haim e Heather Graham. Direção: Greg Beeman.






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sexta-feira, 13 de março de 2009

FRAMES-CRÍTICA: Garotos Perdidos 2: revival que não deu certo


Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com


A onda de reviver os anos 80 sempre esteve em alta em Hollywood. Com resultados muito ruins, vide o remake de A Morte Pede Carona (leia o review sobre o original), parece que a reinvenção de temas dessa época gloriosa não conseguiu sequer um exemplar à altura e esse Garotos Perdidos 2 - A Tribo não está longe do desastre. O original tinha tudo a ver: nomes de peso como os da dupla Corey Feldman e Corey Haim, Jason Patrick e Kiefer Sutherland, com uma trama sensacional (leia o review).
Vinte e um anos depois do original, eis que surge essa sequência bizarra. A cidade agora é Luna Bay (Califórnia). Dois irmãos Chris e Nicole “Emerson”, após perderem seus pais num acidente, se mudam para o local. Lá, descobrem que a cidade é infestada por uma gangue de vampiros surfistas e Nicole acaba se apaixonando pelo líder dos seres das trevas. Para evitar a transformação dela, Chris requisita a ajuda do caçador de vampiros Edgar Frog (Corey Feldman, do divertido Meus Vizinhos são um Terror - leia o review).
Garotos Perdidos 2 - A Tribo tenta repetir a fórmula do original, mas nem chega perto. Os vampiros (dessa vez surfistas) estão longe de se equiparar à gangue do original e o líder (Angus Sutherland – meio-irmão de Kiefer) parece mais um ex-roqueiro drogado do que um vampiro. Outro fato ridículo acontece com o personagem de Corey Feldman. Alan Frog só mata um vampiro durante o filme todo e mesmo assim num desfecho ridículo! 

Em tempo: deixe os créditos passarem e veja a participação especial do saudoso Corey Haim, na única cena que se salva nesse desastre ambulante. 


Os Garotos Perdidos 2 – A Tribo (Lost Boys 2 - The Tribe, EUA, 2008). Elenco: Angus Sutherland e Corey Feldman. Direção: P. J. Pesce.

Nota
Fábio Pereira – 2 Frames.
Donovan MC Dulles – 1 Frame pra não dar 0.

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima



TRAILER




Post atualizado em 06/09/2019.

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