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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

FRAMES-CINEMA: Mais uma adaptação fracassada.



O problema das adaptações é que o diretor sempre quer inventar uma “nova” história ou mesmo reescrever a história. Exemplo disso tivemos do fraquíssimo “Dragon Ball”, onde Goku era um adolescente na escola secundária, péssima adaptação, com péssimo enredo. Agora Shyamalan tenta enfiar pela goela da gente mais de 8 horas de episódios da saga de Aang, Sokka e Katara para salvar as quatro nações de um domínio do rei da Nação do Fogo em um longa de menos de duas horas.

O grande erro está em querer contar a aventura exatamente como nos episódios, são muitas histórias paralelas e que fazem a união de um episódio para outro que no filme se perdeu, e esse é só o livro Água, ainda teremos pela frente Terra e Fogo.

Olonga tornou-se extremamente chato e para quem não acompanhou as três temporadas na televisão ficou sem entender muita coisa, além do fato de terem contratado atores jovens e sem nenhum talento.

Noah Ringer que interpretou Aang ficou o filme todo com aquela cara depressiva e com o peso de ser o Avatar, não confundam com o outro péssimo de mesmo nome de James Cameron, para salvar as quatro nações. Katara que é muito importante e está sempre aconselhando e dando colo para nosso herói se viu perdida entre uma cena e outra na trama. Sokka que é um grande guerreiro e estrategista dando apoio aos dois ficou muito apagado e Zuko interpretado pelo ator de “Quem Quer Ser um Milionário”, Dev Pattel ficou a desejar, porém ainda é o único que conseguiu captar seu personagem.

Aang um garoto estrovertido, brincalhão e grande mestre do ar em Noah só ficou o mestre mesmo, a interpretação amadora estragou com o filme como seu diretor que depois de grandes sucessos como “O Sexto Sentido”, “A Vila” e “O Fim dos Tempos” está a cada dia decepcionando seus fãs com adaptações fracas como essas.

Mais ainda vale assistir o filme pelos efeitos especiais e as poucas cenas de lutas interpretadas por Noah que é um exímio lutador, agora não percam seu dinheiro indo ao cinema, pode esperar chegar na locadora que é mais barato.

ATENÇÃO SPOILERS:

Uma dica para Shyamalan: ao invés de fazer uma adaptação da série ele deveria ter feito uma continuação da mesma. Como? No fim da terceira e última temporada quando Aang derrota o senhor do fogo, Zuko vai até sua cela e pergunta para ele onde está sua mãe. Esse seria um ótimo gancho para um grande longe mostrando a história do que aconteceu com ela.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

FRAMES-CRÍTICA - Fúria de Titãs: original X remake

Fábio Pereira (xanderfbi@hotmail.com)

Se você já assistiu ao original e ao remake e não gosta de comparações, pare de ler agora. Quer continuar? Neste post vou fazer uma comparação entre o “Fúria de Titãs” de 1981 e o mais recente, que considerei apenas regular.
Duas épocas distintas separam o original do remake. No original, feito no começo dos anos 80, a história também foca em Perseu (Harry Hamlin), só que com mais emoção, apesar do protagonista ser meia boca. Jogado ao mar, juntamente com sua mãe, pelo vingativo rei Acrisius, Perseu consegue sobreviver. Anos depois, a deusa Tétis (Maggie Smith, de Harry Potter e o Enigma do Príncipe) joga Perseu para enfrentar uma busca frenética a fim de salvar seu amor, a princesa Andrômeda. Bem, a aventura, o stop-motion, hoje primitivo para o cinema atual, e uma história envolvente marcaram essa versão inesquecível de 1981.
Sobre a refilmagem de 2010, também intitulada "Fúria de Titãs", os efeitos estão impressionantes - fora a Medusa, que na versão original era horrenda, mas nessa tem um rosto angelical e nada assustador – já a história em si perde ritmo, não somente pelas alterações no roteiro, mas pelo sem graça Sam Worthington. Nunca o considerei um grande ator, mesmo sendo o novo queridinho de Hollywood e ter participado de arrasa-quarteirões como Exterminador do Futuro – A Salvação e o mega-empreendimento de James Cameron, Avatar. O fato em si é que, a pouca expressividade de Harry Hamlin na versão original supera Worthington no remake.

Chatice
O novo “Fúria de Titãs” traça novamente a história de Perseu (Worthington), que após a morte de seus pais pelo deus Hades (Ralph Fiennes, de O Paciente Inglês), descobre ser filho de Zeus (Liam Neeson) e, para salvar a cidade de Argos, sai numa busca pela cabeça da Medusa, a fim de enfrentar o Kraken. A motivação de Perseu nesta refilmagem não é mais o amor pela princesa Andrômeda (Alexa Davalos, de O Nevoeiro), mas sim vingança contra os deuses. A chatice do filme vem do fato que, em quase todo o filme, Perseu alega querer enfrentar os obstáculos como humano e não como semideus. Isto mostra a fragilidade do roteiro em relação ao original.
Até o personagem Calibos, passa de um sacana no original, a um personagem mais violento e sem impacto nesta nova versão.
Pode me chamar de chato o quanto quiser, mas Hollywood não sabe fazer remakes. Eles nunca superam o original e tornam as produções no máximo regulares, com esse novo Fúria de Titãs.
Em tempo: repare na singela “homenagem” feita ao original, quando Perseu abre um baú e encontra uma parte importante da trama anterior e a descarta sem mais nem menos.

Fúria de Titãs (Inglaterra, 1981, Clash of the Titans). Elenco: Harry Hamlin, Maggie Smith e Burgess Meredith. Direção: Desmond Davis.

Fúria de Titãs (EUA/Reino Unido, 2010, Clash of the Titans). Elenco: Sam Worthington, Ralf Fiennes, Liam Neeson. Direção: Luis Leterrier.



TRAILER DO ORIGINAL
 
 
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

FRAMES-INDICA: Avatar - Efeitos impressionantes e trama surpreendente

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

Depois de fazer o mega sucesso “Titanic” em 1997, sucesso de bilheteria e vencedor de 11 Oscar, James Cameron deu uma relaxada. Parece que o tempo fez bem a ele. Avatar é um filme imperdível não somente pelos efeitos visuais e especiais, mas a narrativa em si demonstra um tema que, apesar de explorado em algumas produções, toma um novo fôlego: a resistência alienígena à colonização humana.
Em Avatar, Jake Scully (o sem graça Sam Worthington de Exterminador do Futuro – A Salvação) ficou paraplégico após um combate. Ele é selecionado para participar do Programa Avatar, em substituição ao seu irmão gêmeo falecido. Jake é encaminhado ao planeta Pandora, onde uma imensa operação de mineração está causando conflitos nos nativos, chamados Na’Vi. Incapazes de respirar o ao do planeta, os humanos criam seres híbridos chamados Avatares, uma cópia perfeita dos nativos, só que controlados mentalmente pelos selecionados. Uma batalha se inicia quando a operação humana chega destruindo o território dos alienígenas e Jake se vê voltado a decidir se ajuda os Na’Vi ou se fica ao lado dos humanos.
Apesar de alguns clichês do gênero, Avatar é uma obra magnífica de ficção, ação e drama, conduzida de maneira belíssima por James Cameron.
As participações de Michelle Rodriguez (da franquia Velozes e Furiosos) e Sigourney Weaver (A tenente Ripley da franquia Alien) dão uma intensidade maior às cenas. O filme peca somente por seu protagonista. Worthington, o antigo queridinho de Hollywood, tem atuação fraca e convence mais na dublagem de seu Avatar com expressões faciais criadas por CGI do que pessoalmente, mas nada que acarrete um problema maior.

Avatar (Idem, EUA, 2009). Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver e Michelle Rodriguez. Direção: James Cameron.


Nota – 8,5 Frames
Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima


TRAILER



O Criador Insano

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