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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 10 de julho de 2017
FRAMES-TV: Existe esperança para “Fear The Walking Dead”?
Fábio Pereira
AVISO! A matéria a seguir contém spoilers sobre a série “Fear
The Walking Dead”. Se não quiser saber sobre eles, pare de ler aqui e clique em
algum de nossos outros posts.
Spin-offs (séries derivadas) são tentativas que os estúdios
realizam para estender o sucesso das séries originais e gerar mais audiência para
novos e antigos espectadores, mas nem sempre dão certo e fazem o mesmo sucesso.
Como fã da série original (The Walking Dead), fiquei
bastante empolgado quando anunciariam que haveria um spin-off que mostraria o
início do apocalipse zumbi, sem relação direta com Rick Grimes & Cia. Um
mundo de possibilidades estava aberto! Uma delas seria a revelação do mistério
por trás da infecção zumbi, fato que acabou não se concretizando e nem se
concretizará, segundo o criador das duas séries, Robert Kirkman. Decepções à
parte, o início do apocalipse zumbi seria um cenário fantástico para mostrar,
não somente como as pessoas reagiram ao caos, mas também o lado das autoridades
e militares. Só que, com o término das duas primeiras temporadas, a produção
cometeu um erro primordial em acelerar a trama, fazendo com que os
sobreviventes de FTWD começassem a passar por situações muito similares pelas
quais os sobreviventes de TWD passam, tornando o spin-off previsível e
cansativo.
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| Victor Strand: o trapaceiro do mundo zumbi |
Mesmo com a inclusão de personagens novos e interessantes, como
Victor Strand (interpretado pelo ótimo Colman Domingo), a série perdeu muita
força, justamente por continua dando um ritmo quase vertiginoso ao que deveria
ser muito mais comedido. Ainda sobre a segunda temporada, a produção (novamente)
perdeu grandes oportunidades em se desvencilhar da trama da série original. A história
sobre a fuga de Travis & Cia. no iate de Strand poderia ter se estendido,
tornando FTWD mais atrativa num cenário de apocalipse zumbi em alto mar. Além
disso, o descarte de personagens fortes como a sobrevivente da queda de um
avião (vinda dos episódios feitos exclusivamente para a web) também contribuiu
para que novos e unidimensionais personagens surgissem e nada acrescentassem à
trama principal.
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| Foto da primeira temporada: no canto direito, o cover do Boy George |
Com o fim da primeira metade da terceira temporada, apesar
do bom fortalecimento de alguns personagens, como Daniel Salazar (Rubén Blades,
o Danny Archuleta de Predador 2) e Madison Clark
(Kim Dickens, a Cassidy Phillips de Lost), FTWD continua em seu calvário,
rumo a um fim precoce (um alto executivo da AMC já afirmou que a série acaba na
quinta temporada), repetindo muitas tramas da série original e até mesmo
adicionando elementos familiares dela (em um episódio, Madison e a Milícia
matam prisioneiros zumbificados, que capotaram num ônibus com destino a uma
prisão).
Fear The Walking nem chega perto dos índices de audiência da
série original (apesar de sua queda vertiginosa, devido a uma fraca oitava
temporada), mas aos trancos e barracos segue cambaleando mais que os mortos
sedentos por carne. Para os fãs da série, fica a dúvida se realmente a
esperança é a última que morre.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
FRAMES-TV: Z Nation – O clichê mal feito de The Walking Dead
Fábio
Pereira
The Walking Dead é uma série de TV que revolucionou ao mostrar
um apocalipse zumbi, em larga escala, acontecendo nas telinhas (algo que só
havia sido mostrado nas telonas, em produções variadas). Mas, The Walking Dead
não é uma série sobre zumbis, mas sim sobre como os sobreviventes reagem ao
apocalipse, deixando transparecer as mais variadas facetas humanas (algumas
boas e outras perversas ou cruéis). Aí você, caro leitor, que está acompanhando
essa crítica, começa a se perguntar: “Mas não era para falar sobre Z Nation?”.
E eu te respondo: Era sim, mas pelo título acima, não há como não fazer
comparações à série de Rick Grimes & Cia.Assisti somente ao primeiro episódio de Z Nation, mas minha
avaliação foi a pior possível.
Esta produção do canal americano Sy Fy poderia ter
abordado outros caminhos, fugindo dos clichês de filmes e da própria série The Walking
Dead, mas não é isso que acontece. Somos apresentados a um mundo em que um
apocalipse zumbi aconteceu há três anos, devastando todos os EUA e deixando um
frágil contingente militar em operação. É nesse universo que, em ritmo acelerado
e sem maiores explicações, conhecemos Mark Hammond (Harold Perrineau, de Lost), um soldado que precisa, a todo custo,
levar o único humano sobrevivente a um ataque zumbi (devido a uma vacina
milagrosa) até um laboratório na Califórnia, para que se tente salvar a
humanidade. No caminho, Hammond encontra alguns sobreviventes que o ajudarão na
difícil jornada.
Com a trama estabelecida, personagens unidimensionais são
jogados ao espectador como as hordas zumbis que infestam as produções B dos
cinemas, sem a menor preocupação em caracterizar melhor, inclusive, os
protagonistas. Mas o que esperar de uma produção barata do SyFy, com clichês
gritantes extraídos de The Walking Dead? Pelo início do episódio pode-se notar
o descaso com a série. Numa cena em que é dada a “misericórdia” a uma anciã, um
take externo mostra figurantes estremecendo antes mesmo de o tiro ser dado (!).
Já pela parte final, a coisa piora ao mostrar um bebê, que antes nem sabia
andar, mas depois de “zumbificado” (Alguém aí lembrou de Madrugada dos Mortos?)
adquire habilidades dos zumbis de Guerra Mundial Z, construídas num CGI de
quinta categoria (!!), além do péssimo encerramento com DJ Qualls (o Garth, da série Supernatural), saindo
do papel sério de militar e se transformando num radialista engraçadinho (!!!).
Em resumo, Z Nation só tem um ponto positivo, que deve ser
mais bem explorado ao decorrer da série: enquanto que em The Walking Dead tudo
é muito territorial, com a ação se passando lentamente em alguns locais fixos,
a nova produção do SyFy vai apostar num apocalipse zumbi “on the road”,
colocando mais possibilidades para o espectador vivenciar um vasto EUA
devastado.
Notas
- Em certo momento, Hammond afirma que achou o acampamento
dos sobreviventes por indicação de um ex-policial que havia se abrigado numa
prisão (Olá, Rick Grimes?);
- Um dos sobreviventes, em luta corporal com os “Zs”, usa um
martelo para mata-los (Tyreese curtiu isso!);
-Nem um apocalipse zumbi pode matar o Capitalismo. Existe
espaço para comercialização de armas diversificadas e customizadas.
TRAILER
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O Criador Insano
- Fábio Pereira
- Um Redator Publicitário sempre à procura de novidades nesse mundo maluco.
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