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segunda-feira, 15 de julho de 2024

FRAMES-TOP: 5 ADAPTAÇÕES ESQUECIDAS DO MESTRE DO TERROR STEPHEN KING

Fábio Pereira

xanderfbi@hotmail.com

 

O mestre do terror, Stephen King, dispensa apresentações até mesmo para aqueles que não curtem o gênero. Diversas foram as adaptações de suas obras literárias para o cinema e TV, ou lançadas (na época) diretamente em vídeo, sendo que algumas fizeram mais sucesso e outras caíram no esquecimento ou não são tão badaladas. No FRAMES-TOP de hoje, eu listo 5 adaptações que valem a pena assistir (ou rever).

 

1 - Fenda no Tempo (1995) - Paramount+

Minissérie dividida em dois capítulos, a trama se passa durante um voo de rotina para Boston, quando um grupo de passageiros acorda e descobre que a tripulação e os outros ocupantes sumiram. O mistério aumenta quando eles pousam num aeroporto deserto e isolado.

Leia meu review (com curiosidades) sobre essa produção clicando aqui.

 


 2 - Creepshow: Arrepio do Medo (1982) - AppleTV

Quando falam pelas redes que não se fazem mais filmes de terror como antigamente, eu sempre penso na certeza de que algo se perdeu com o tempo e lembro dessa pérola oitentista. Dirigido por George Romero, essa antologia de horror conta com seis histórias inspiradas nas clássicas HQs de terror dos anos 1950. 

Em tempo: o próprio Stephen King participa de uma das histórias.

 

 

3 - O Passageiro do Futuro (1992) - Oldflix

Tempos atrás comentei com alguém o quanto os gráficos dessa produção do começo dos anos 1990 ainda impressionam. Mesmo com um feedback infantil recebido, reitero minha opinião a respeito.

A trama: um cientista usa um simples jardineiro como objeto de testes para experimentos em realidade virtual, mas os resultados são catastróficos e a cobaia se transforma em algo sombrio.

 

 

4 - Voo Noturno (1997) - Fora de Catálogo

É triste ver que, numa era tecnológica com internet de fácil acesso, os serviços de streamings não disponibilizam muitas produções boas como Voo Noturno. Esse é um dos raros exemplos em que eu defendo um remake pois apesar do interessante mistério por trás da história, a produção sofre pelas limitações dos anos 1990. Mesmo assim, vale a conferida para os fãs de Stephen King.

A trama: um jornalista de um tabloide sensacionalista sai em busca de um aviador misterioso que drena o sangue de suas vítimas por todos os lugares onde passa.

 

5 - Chamas da Vingança (1984) - Fora de Catálogo

Esqueçam o péssimo (e desnecessário) remake de 2022. O original oitentista é um exemplo de que uma boa adaptação para o cinema pode dar certo. Infelizmente esse é outro caso da má vontade dos streamings em não disponibilizar bons filmes para os assinantes.

A trama: submetido a uma experiência científica, um homem consegue mover objetos com sua mente. Após descobrir que sua filha tem a capacidade de incendiar objetos com a força do pensamento, eles fogem de uma sinistra agência governamental.

 

 

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quinta-feira, 15 de março de 2018

FRAMES-RETRÔ: O Iluminado - Muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobalhão

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

O bom de ser fã do cinema oitentista é que sempre há ótimos filmes para ver, dissecar e dissertar (não necessariamente nessa ordem). No Frames-Retrô de hoje, a parte da dissertação fica por minha conta, já as anteriores deixo para você, caro leitor do Frames da Imaginação.
Lançado em 1980, apenas duas semanas após outro clássico do terror ter feito sua estreia nas telonas (Sexta-Feira 13), O Iluminado é um filme que constrói uma magnífica atmosfera de suspense que se desencadeia num terror visual notável, muito se devendo às atuações dos atores principais e, mais ainda, pela direção forte do hoje saudoso Stanley Kubrick. Perfeccionista ao extremo, Kubrick dirigiu, produziu e adaptou para as telas um filme singular e único, mesmo sendo baseado no consagrado livro de Stephen King. O escritor, por sinal, escreveu uma adaptação de seu livro para a produção, mas teve seu roteiro rejeitado por Kubrick, o que fez com que o Mestre do Terror ficasse desapontado com o resultado final, descrevendo a película como “um carro chique sem motor”.
Polêmicas à parte, a trama (que virou referência para inúmeras produções do gênero terror), possui diversos elementos que ajudam a construir uma atmosfera sinistra e envolvente, dentre eles o principal chamado “ISOLAMENTO”. Mesmo para mentes sadias, a reclusão voluntária do convívio social pode gerar um impacto (mesmo que pequeno) na personalidade, mas para a mente de alguém como Jack Torrance, que se recupera do abuso de álcool e começa a ver sua própria família como um empecilho em sua estada no Hotel Overlook, as consequências podem ser desastrosas.
A insanidade quase salta aos olhos
É nesse aspecto que podemos notar a maestria na interpretação de Jack Nicholson, que constrói um personagem marcante, o qual começa a alucinar e mudar seu estado emocional pouco a pouco, culminando numa perda total da sanidade. Pontos extras também vão para Shelley Duvall, que entre cenas repetidas à exaustão e cobranças excessivas de Kubrick, conseguiu criar um contraponto ao personagem de Nicholson, mostrando fragilidade e compreensão no início e uma total angústia e desespero ao final da trama.

Para os novatos nessa grande produção de Stanley Kubrick, O Iluminado conta a história de Jack Torrance (Jack Nicholson), um ex-professor que aceita cuidar de um hotel isolado durante um
"Venha brincar com a gente, Danny"
rigoroso inverno. Longe de tudo, somente com sua esposa e filho como companhia, Torrance vai perdendo a sanidade e envolve sua família numa trama macabra de medo e terror.

Com um final intrigante, ainda foco de debates e teorias nos dias atuais, O Iluminado é um filme que merece ser visto e revisto para sempre... E sempre... E sempre.


Curiosidades sobre o filme

 
"Eu ODEIO sanduíche de queijo"
-Para ficar sempre de mau humor, igual ao seu personagem, Jack Nicholson se alimentou somente de sanduíches de queijo (que ele odeia) por duas semanas;

"Here's Nicholson"
 -De acordo com Shelley Duvall, a famosa cena “Here’s Johnny!” demorou 3 dias para ser filmada, com a utilização de 60 portas fabricadas pela produção;

 
Atuação intensa
-Shelley Duvall sofreu de exaustão durante a produção do filme. As filmagens foram tão intensas que ela ficou doente e chegou a ter queda de cabelos;

 
Repetições... Mais repetições... Mais repetições
-A cena em que Wendy está subindo as escadas, tentando fugir de Jack, levou cerca de 45 takes para ficar pronta, segundo um assistente de direção de Kubrick;

 
Um dos estímulos visuais de Kubrick
-A cor vermelha é visível, abertamente ou sutilmente, em quase todo o desenrolar da trama; 


-Algumas cenas externas de O Iluminado foram reutilizadas no “final feliz” de uma das versões do clássico Blade Runner (1982);

Joe Turkel também interpretou o Dr. Tyrell em Blade Runner!
 -O papel de Lloyd seria originalmente interpretado por Harry Dean Stanton (in memoriam), que não pôde participar da produção por estar envolvido com “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979);



-Apesar do fato de ser um filme de terror, apenas um assassinato acontece durante toda a trama.


Citações
“Cinco meses de paz é o que eu quero.” – Jack Torrance.

“Eu me lembro de quando era apenas um garoto. Minha avó e eu tínhamos longas conversas sem nunca sequer abrirmos nossas bocas. Ela nos chamava de Iluminados.” – Dick Hallorann.

“Não há nada no quarto 237.” – Dick Hallorann.

“Oi, Danny. Venha brincar com a gente. Para sempre... E sempre... E sempre.” – Gêmeas.

“Gostaria que pudéssemos ficar aqui para sempre... E sempre... E sempre.” – Jack Torrance.

“Pai, você nunca machucaria a mim ou a mamãe, não é?” – Danny.

“Acho que estou enlouquecendo.” – Jack Torrance.

“Daria até a minha alma por um copo de cerveja.” – Jack Torrance.

“Mulheres: não se pode viver com elas, nem sem elas.” – Lloyd.

“Porquinhos, porquinhos, me deixem entrar!” – Jack Torrance.


O Iluminado (The Shining, EUA, 1980). Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd. Direção: Stanley Kubrick. 


TRAILER 




Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB

O Criador Insano

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