quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

FRAMES-GAME: Titanfall e sua excelência ofuscada

Donovan Mc Dulles


Um dos melhores games de shooter dos últimos tempos é também um dos mais esnobados pelo mundo gamer. Tentando se firmar no mercado, com gigantes do gênero, Titanfall tenta achar seu lugar ao sol, mas está difícil (e muito!). Sua péssima campanha de marketing e data de lançamento terrível fazem com que ele seja esquecido muito facilmente.
Titanfall nasceu da união entre a Respawn Entertainment e a Eletronic Arts. A empresa surgiu em 2010 com Jason West e Vince Zampella. Os dois foram os responsáveis pela produção da série Call Of Dutty durante sua estadia na Infinity Ward. A Respawn teve como seu único trabalho a realização de Titanfall em 2014 e sua sequência em 2016.
Titanfall (ou "Queda de Titãs", em tradução livre) é um game FPS (First Person Shooter ou Tiro em Primeira Pessoa) e veio como um exclusivo da Microsoft para Xbox 360, One e PC.  O jogo é uma revolução nos games do gênero sem um modo campanha propriamente dito. E isso foi uma das grandes reclamações à época dos gamers.

Titã descendo

A história é boa, poderia se tornar um longa metragem, mas como o primeiro jogo não é dublado e a sua jogabilidade frenética não permite ler as legendas, fica difícil acompanhar o que está acontecendo. Isso porque a campanha é on-line. Sim, isso mesmo! Durante a partida multiplayer, é realizada a campanha onde nos é apresentada parte da história, seu desenrolar e personagens, entre outras informações.
O game possui mecânicas extremamente balanceadas e divertidas, jogabilidade precisa e fluída, uma mobilidade rápida, inclusive, iniciou uma onda de shooters com jogabilidade frenética e desempenho de primeira. Titanfall ainda conta com a mistura jogo de tiro e robôs gigantes, que gerou sua continuação em 2016, agora com uma campanha tão solicitada pelos jogadores, com adição de armas, novos Titãs, mais modos de jogo e outros recursos.
Mas nem tudo são maravilhas. Apesar de ser um excelente jogo, aclamado por vários sites, não só por sua jogabilidade on-line, mas também com seu visual e cenários estonteantes, Titanfall sofre com a falta de jogadores e principalmente pela sombra de duas grandes franquias. 

Vivendo nas sombras



Como a maioria dos jogos de shooter, Titanfall é apagado pelos grandes nomes do gênero: Call Of Dutty e Battlefield. Porém, mais ainda, por falta de planejamento da EA, distribuidora do jogo. COD e BF são lançados sempre em meados de novembro e Titanfall fica entre os dois gigantes gerando pouca procura pelo jogo. No lançamento de TF2, no Reino Unido, foram vendidos menos de 52 mil unidades em um fim de semana. E, com os preços absurdos no Brasil, os jogadores preferem economizar para comprar as duas franquias já consolidadas. O resultado disso é que poucos jogadores compram e pouquíssimos permanecem jogando o modo multiplayer, causando uma espera grande para fechar uma sala. Isso, juntando com servidores ruins, piora ainda mais a experiência de se jogar Titanfall.
Nem mesmo os novos modos atraíram os jogadores. Titanfall 2 (PS4) possui, além do já conhecido Exaustão ou Mata-Mata, os modos Recompensa, Coliseu e Ponto de Controle Avançado. Como no primeiro Titanfall, apenas o modo Exaustão é o mais procurado e o servidor usa um método de random para fechar as salas. No TF1, quando fechava seis jogadores numa sala, eles ficavam por várias partidas nessa sala, apenas trocando de lados. Já no segundo, os jogadores são constantemente trocados de salas e a espera aumenta. Já ocorreu de eu esperar mais de 10 minutos por uma partida.



Sala de espera de Titanfall 2



Mas, com todos esses problemas, vale a pena jogar?

Uma das telas do jogo
 A resposta é SIM! Titanfall 2 (PS4) é um jogo diferente dos shooters atuais. Os pouquíssimos jogadores que permanecem, fãs da franquia, são muito bons e o ritmo frenético nos deixa alerta a todo momento. Os belíssimos mapas, planetas e criaturas apresentados, nos deixam maravilhados com a qualidade visual do game. Ainda por cima os mapas são labirintos cheios de buracos e caminhos escondidos para surpreender os inimigos com diversas formas para executá-los.
Os saltos duplos e as armas combinadas de forma certa te fazem um assassino mortal e, com certeza, te farão estar entre os primeiros do ranking. Os Titãs (esses são um caso a parte) fazem a experiência ser muito mais divertida, usando ganchos para o rodeio e armas pesadas para derrubá-los. E, quando pilotando um, você pode ejetar e lá de cima ver mais ainda a beleza do mapa de Titanfall 2.

A beleza e a jogabilidade valem para os dois jogos. Infelizmente a comunidade não se adaptou a isso e no segundo foi bem diminuída a velocidade dos pilotos. Mas isso não reduz o frenesi do jogo, transformando-o em um dos melhores shooters para os dias de tédio.

Para saber mais sobre o universo de Titanfall, inscreva-se no meu canal no YouTube: https://goo.gl/ZmbRuF



 
INTRODUÇÃO DO JOGO




OFERTAS

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

FRAMES-RETRÔ: “O Enigma da Pirâmide” - Sherlock Holmes e a aventura de uma vida

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

Criado no ano de 1887, pelo britânico Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes é um personagem de ficção que habita o universo de Londres no final do século XIX. Várias foram as adaptações para o cinema e TV mostrando o genial detetive e sua contraparte, o médico John Watson, sendo que, nas telonas, as mais recentes aventuras foram interpretadas com brilhantismo por Robert Downey Jr. e Jude Law. No entanto, antes disso, uma produção oitentista, produzida sob a tutela de Steven Spielberg, preencheu uma lacuna importante que o escritor britânico nunca havia sequer mencionado em seus contos: a juventude de Holmes e seu primeiro encontro com seu parceiro de investigações.
Dirigido por Barry Levinson (do ótimo Bom Dia, Vietnã – 1987) e com roteiro adaptado por Chris Columbus (Uma Noite de Aventuras – 1987), O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes) é uma aventura que utiliza os conceitos criados por Conan Doyle sem, no entanto, se ater aos contos publicados por ele. Como atenta logo no início da película, a produção é uma adaptação livre, mas que respeita os elementos clássicos criados há quase 100 anos pelo criador dos personagens. É nesse universo que conhecemos um jovem Watson, indo para um colégio interno numa Londres ao
Elementar, meu caro Watson
final de Era Vitoriana (por volta de 1870). Lá, numa metrópole envolta em neve, grandes construções e ruas repletas de pessoas, ele conhece um jovem e perspicaz estudante e se envolve numa investigação após uma série de mortes suspeitas começarem a ocorrer no campus e fora dele. Ao se deparar com uma seita antiga, que cultua Osíris (o deus da morte egípcio), e prega sacrifícios humanos, os inexperientes Holmes e Watson terão de usar suas habilidades para sobreviver à aventura de uma vida.

Mais que uma divertida e emocionante aventura, O Enigma da Pirâmide se mostra um filme completo ao abordar (de forma secundária) questões adolescentes que imperam até os dias atuais. A rebeldia contra a autoridade adulta, a busca por atenção, autoafirmação pessoal e o amadurecimento ante as adversidades são questões que permeiam a trama e fazem com que os protagonistas se desenvolvam de maneira significante ao longo dela, mostrando, ao seu final, ecos do que Holmes e Watson viriam a se tornar nos contos de Sir Arthur Conan Doyle.
"O jogo começou"
Enfim, com uma química notável entre os atores principais e uma história que, sem sombra de dúvidas, deixaria o criador de Holmes & Cia. orgulhoso, O Enigma da Pirâmide tem um lugar guardado na memória (e também na prateleira) de qualquer fã do cinema oitentista.




Curiosidades sobre o filme
 
ILM fazendo história
- O Enigma da Pirâmide foi o primeiro filme a ter um personagem feito completamente em CGI (imagem gerada por computador). O cavaleiro, que salta do vitral na igreja, levou quatro meses para ser criado pela Industrial Light & Magic e acabou por levar o filme a ser indicado ao Oscar de Efeitos Visuais;

 
O nêmesis de Sherlock revela sua nova faceta no final

 -Há uma cena adicional pós-créditos que revela a nova (e bem conhecida) identidade assumida por Eh Tar.



Citações
“Uma mente dedutiva não descansa. É como um instrumento bem afinado. Ela exige atenção e prática.” – Sherlock Holmes.

“Elementar, meu caro Holmes. Elementar.” – Waxflatter.

“Nunca substituam disciplina com emoção.” – Rathe.

“Uma mera flutuação de caráter não é suficiente para começar uma investigação.” – Lestrade.

“A vingança é mais doce quando servida fria.” – Sherlock Holmes.

“Nunca acredite no óbvio, Watson.” – Sherlock Holmes.

“Não sou medroso, sou prático!” – John Watson.

“Controle suas emoções, ou elas serão a sua ruína.” – Rathe.

“Respostas sem fundamentos são inúteis.” – Sherlock Holmes.



O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes, EUA, 1985). Elenco: Nicholas Rowe, Alan Cox e Sophie Ward. Direção: Barry Levinson.



TRAILER






Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB.



OFERTA
http://compre.vc/v2/57cdb0fd00
COMPRE O DVD

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

FRAMES-COMEMORAÇÃO

Completamos 9 anos de existência!





Quando um publicitário e um jornalista, fanáticos por cinema, resolveram criar um blog que iria levar o conteúdo da Sétima Arte para um público limitado de pessoas, não imaginávamos que ainda estaríamos online, nove anos depois, com conteúdos expandidos além do cinematográfico e com quase 80.000 páginas visualizadas. São anos de intenso esforço e dedicação, tudo para levar MUITO cinema, entretenimento e diversão para você, leitor antigo e fiel e para você, leitor novo e ávido por nossas atualizações. Enquanto vocês continuarem nos prestigiando, continuaremos postando críticas, matérias, curiosidades e dicas, não só sobre cinema, mas também diversos conteúdos relacionados às outras vertentes artísticas.
E que venham mais 9 anos de MUITO cinema, entretenimento e diversão!