quinta-feira, 14 de setembro de 2017

FRAMES-RETRÔ: Nem o melhor corretor imobiliário consegue vender “A Casa do Espanto”

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Antes de tudo, quem nunca assistiu (e gostou) de um filme trash, oitentista ou não, que atire o primeiro arquivo em 1080p, baixado por torrent! 
Sim, coleguinhas cinéfilos, não confundam esse “House” com a finada série homônima sobre o brilhante médico interpretado magistralmente por Hugh Laurie. Aqui, escrevo a vocês sobre esse filminho que, se não pode ser classificado inteiramente como terror, tem um pé na cova do estilo “terrir”. Lembro que num dos Corujões da vida, bem tarde da noite, fui brindado com essa produção que, mesmo com algumas falhas óbvias de roteiro, atuações mornas e verba limitada, ainda entretém melhor que muitos filmes atuais que tentam, a todo custo, captar a atenção dos fãs do gênero. 
Um velho companheiro de Guerra sendo amigável com Roger
Lançado em 1986 nas terras ianques e somente em 1987 por aqui, A Casa do Espanto é a típica produção que hoje pode ser vista como um túmulo recheado de clichês do gênero terror, com “defeitos especiais” e sustos para todos os lados. A ideia de uma casa mal assombrada não é nova (nem era nos Anos 1980), mas a trama secundária envolvendo o personagem principal e seu flagelo com a Guerra do Vietnã ajuda a equilibrar um roteiro que tenta (a todo o momento) surpreender ao espectador. 
A Casa tem criaturas com sorrisos cativantes
Mas, como não estamos ficando mais jovens, vamos logo à sinopse. Em “A Casa do Espanto”, somos apresentados à figura de Roger Cobb (William Katt, do excelente “O Homem da Terra”), um escritor assombrado por dois traumas pessoais: sua experiência perturbadora como soldado na Guerra do Vietnã e o desaparecimento inexplicável de seu filho (na Casa onde se passa o filme). Separado da esposa, (Kay Lenz, de “American Graffiti – Loucuras de Verão”), ele sofre mais um golpe quando descobre que sua tia faleceu e precisa voltar à mesma residência, a fim de combater seus demônios antigos e alguns novos. 
Alguém aí interessado no imóvel?
Mesmo com um roteiro capenga (que não se decide entre comédia e terror), o diretor Steve Miner (do icônico “Sexta-Feira 13 – Parte 2”), consegue fazer com que “A Casa” seja realmente o elemento maligno principal do filme, no entanto ele acaba por pecar em alguns aspectos, como o excesso de panorâmicas do exterior do imóvel (há uns cinco ou seis takes desnecessários, mostrando o mesmo ângulo de câmera), além das malfadadas cenas no Vietnã, que parecem ter sido filmadas num estúdio barato qualquer. 
Entretanto, como nem tudo são problemas, vale ressaltar aqui o impacto da trilha sonora, com acordes que ampliam o nível de suspense das cenas e agem como um catalisador para o que está por vir. 
Enfim, “A Casa do Espanto” pode ter seus defeitos, mas ainda vale uma sessão ao soar dos badalos da meia-noite. 

Curiosidades sobre o filme 

Norm, é você?!
- George Wendt, mais conhecido pelo personagem Norm!, da série de TV Cheers, atua como alívio cômico, numa clara alusão ao estilo de seu personagem no sitcom oitentista; 
- Para os fãs das séries de TV Arquivo X e Supernatural, vale notar a participação especial de um jovem (e sem seu bigode marcante) Steven Williams, num pequeno papel. interpretando um policial; 
- Cena surreal: o espelho do armário do banheiro vira uma passagem para outra dimensão. 


“Solidão é sempre melhor com alguém por perto.” – Harold. 


A Casa do Espanto (House, EUA, 1986). Elenco: William Katt, George Wendt e Kay Lenz. Direção: Steve Miner. 


TRAILER


  

Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB. 



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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

FRAMES-RETRÔ: Cinco equipes farão “Loucuras em Plena Madrugada” para se tornarem O Grande da Noite

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Insônia pode causar sérios problemas à saúde, mas se você era cinéfilo durante as madrugadas dos áureos e bons tempos do Corujão da Rede Globo, nem ligava pra isso. E foi numa dessas madrugadas insones e surfando pelos poucos canais existentes da época, que fui apresentado a uma produção oitentista que até hoje não é tão conhecida pelo grande público. Midnigth Madness (traduzido por aqui como Loucuras em Plena Madrugada) é um filme que, mesmo atualmente, poderia muito bem fazer parte da programação de canais como Nickelodeon ou mesmo Disney Channel. Falando em Disney, muitos haters se arrepiam em saber que certos filmes foram produzidos pela empresa americana, mas para o delírio assassino deles, devo confessar que Loucuras em Plena Madrugada é sim uma produção da empresa fundada pelo já falecido titio Walt. Mas, para aqueles que não se enchem de preconceitos pela marca, digo, confirmo e assino embaixo que Midnight Madness é um dos mais divertidos e despretensiosos filmes que já tive a oportunidade de assistir (e sempre o revejo, por sinal)
Quem vai ser "O Grande da Noite"?
Em Loucuras em Plena Madrugada, cinco equipes de universitários caricatos competem para ser “O Grande da Noite” (um jogo de estratégia em tempo real, criado por um Nerd, que utiliza diversos locais da cidade de Los Angeles - Observatório Griffith e o aeroporto LAX, dentre outros - como palco para esconder as pistas que darão a vitória aos mais astuciosos)
"Meat Machine": Os brutamontes beberrões
Por ser uma produção oitentista, Loucuras em Plena Madrugada não escapa dos clichês do gênero (e há muitos deles, meus caros!), e tudo começa pelas cinco equipes, separadas por uniformes de cores distintas. Temos a dos Nerds, liderada por Eddie Deezen (do ótimo “Febre de Juventude”); Meat Machine (Máquina de Carne), composta de jogadores de futebol americano, que só se importam em beber e arranjar confusão; As componentes de uma fraternidade só para mulheres; A equipe azul, capitaneada por Harold, (o saudoso Stephen Furst, do divertido “O Clube dos Cafajestes”) um arrogante adolescente que tem compulsão por comida; E, por último, a equipe amarela, liderada por Adam (David Naughton, do excelente “Um Lobisomem Americano em Londres”)

Curiosidades sobre o filme
A equipe amarela: Michael J. Fox em seu primeiro trabalho nas telonas
- Midnight Madness foi a estreia nas telonas de Michael J. Fox;
- Loucuras em Plena Madrugada foi lançado em fevereiro de 1980, por isso dá para notar um pouco da influência Disco em alguns aspectos da produção, como os penteados, roupas e até os famosos patins de quatro rodas, que eram febre naquela época; 
Paul Reubens a.k.a Pee-Wee Herman
- Paul Reubens, mais conhecido como o personagem Pee-Wee Herman, faz uma participação especial interpretando o gerente do “Pinball City”; 
- Para descobrir a penúltima pista da competição, os participantes jogam o game para Arcade Star Fire (“Use a força, Luke”); 
- O personagem Blade, componente da equipe azul, é o único que não pronuncia uma palavra sequer o filme inteiro. 


CITAÇÃO

“Vejo vocês na linha de chegada. Onde quer que seja.” – Leon. 


Loucuras em Plena Madrugada (Midnight Madness, EUA, 1980). Elenco: David Naughton, Stephen Furst e Michael J. Fox. Direção: Michael Nankin, David Wechter. 



TRAILER


Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB.


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