sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FRAMES-CRÍTICA: Os Homens que Encaravam Cabras - Pra rir bastante

Fábio Pereira 
(xanderfbi@hotmail.com)


O título do filme é esse mesmo que você leu. Os Homens que Encaravam Cabras é uma comédia muito divertida, que até então passou despercebida por muitos, mesmo com um elenco de peso como George Clooney, Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges.
Em uma clara analogia contra a Guerra no Iraque, a trama conta a história do jornalista Bob Wilton (Ewan MGregor, de A Ilha), que foge para aquele país estrangeiro a fim de superar o fim de seu casamento. Lá, conhece Lyn Cassady (George Clooney, em atuação inspirada), ex-integrante do exército Terra Nova, um projeto do exército americano que recrutava soldados com “poderes paranormais” para missões especiais, sendo intitulados de “Jedi”. A trama de Os Homens que Encaravam Cabras ganha ritmo com a união dos protagonistas que entram de corpo e alma numa missão incerta, porém com alguns obstáculos.
A grande sacada do filme, além da clara citação à saga Star Wars, de George Lucas, é saber transmitir como seria se uma unidade militar - do todo poderoso exército americano - fosse desenvolvida com a cultura hippie, pregando paz e amor e o uso de armas não letais, além é claro, da utilização dos supostos, mas duvidosos, poderes psíquicos de seus membros, como o de poder parar o coração de uma cabra com a força do pensamento.
Em uma das cenas mais divertidas do filme, Clooney começa a separar as nuvens do céu apenas com sua mente, só para relaxar.
Apesar de perder ritmo quase ao final da trama, Os Homens que Encaravam Cabras se mostra divertido e imperdível, além de bastante original.


Os Homens que Encaravam Cabras (The Man Who Stare At Goats, EUA, 2009). Elenco: George Clonney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey. Direção: Grant Heslov.


Nota – 7,5 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima




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Post atualizado em 20/03/2018.

FRAMES-DICA - Triângulo do Medo: o ruim que intriga

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com

Sabe aquelas produções que, de cara, você vê logo que se trata da linha B do cinema? Triângulo do Medo é um exemplo digno dessa safra de produção em massa sem qualidade. A direção é péssima, os atores são fracos e fica no ar aquela sensação de amadorismo por parte dos produtores. Mas agora, você leitor do Frames da Imaginação, me pergunta: Mas por que esse filme está sendo postado aqui? Bem, o filme pode ser tudo isso que relatei acima, mas a trama em si é intrigante e isso vale passar pela monotonia e amadorismo e assisti-lo até o final, para enfim descobrir a causa dos “loops temporais repetitivos”. Achou difícil de entender? Bem, confie em mim e assista ao filme para saber do que estou falando.
Quando Jess (Melissa George, do ruim “30 Dias de Noite”) parte para o alto mar com um grupo de amigos a bordo de um veleiro, ela tem o pressentimento de que algo está errado. Seus temores se confirmam quando uma tempestade atinge a embarcação deixando-os à deriva. Em seguida, um misterioso navio aparentemente abandonado surge e embarcar parece ser uma boa ideia. Logo, todos perceberão que não estão sozinhos e que alguma coisa está caçando os novos tripulantes, um a um.
Algumas cenas de Triângulo do Medo são risíveis, como a de uma das atrizes chegando a uma parte do navio em que dublês e bonecos malfeitos simulam o quanto o “loop temporal já está avançado”, mas isso é o de menos numa produção que intriga pela trama e não pelo orçamento.

Triângulo do Medo (Triangle, EUA, 2009). Elenco: Melissa George, Jack Taylor. Direção: Christopher Smith.

Nota – 2 Frames

Pontuação
01 a 02 Frames – Ruim
03 a 04 Frames – Regular
05 a 06 Frames – Bom
07 a 08 Frames - Ótimo
09 a 10 Frames - Obra Prima





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Post atualizado em 01/03/2018.

domingo, 12 de setembro de 2010

FRAMES-CRÍTICA: Terror sutil que deixa você preso na poltrona.




Caso 39 é um filme atípico dessa nova leva de filmes de terror. Indo na contra-mão dos sangrentos ele te leva a uma história de uma garota supostamente ameaçada de morte por seus pais psicopatas. A assistente social, interpretada Zellweger, luta para salvar a criança das mãos de seus pais. No entanto, ela descobre mais tarde que a garota não é um anjo e a situação é mais perigosa do que ela jamais poderia imaginar. Lilith Sullivan (a excelente Jodelle Ferland de Silent Hill) é o caso adicional que a assistente recebe em sua mesa, chamado Caso 39.
O interessante de Caso 39 foram as poucas, mas impressionantes cenas de efeitos visuais como as vespas que atacaram o namorado de Emilly (Renné) e o final no lago quando a mesma tenta fugir de Lilith no carro afundando. Além disso o diretor se utilizou de truques clássicos de câmera como a abertura de lentes e o chacolhar da mesma; de montagem, com imagens em retrocesso ou aceleração repentina; e de direção de arte, com a construção de cenários maleáveis, como a casa da assistente social que diminui de altura e seus corredores tornam-se mais estreitos à medida que o suspense aumenta, dando a sensação de sufocamento gradativo.
Renné e Ferland deixam a trama mais realista a cada cena e fazem de suas atuações um espetáculo dando credibilidade ao filme. Além de grande trabalho de som o filme se baseou em ótimas tramas de terror como A Profecia e O Chamado. Caso 39 também ganha pontos por saber o seu momento de acabar, sem deixar margem para continuações desnecessárias.
Caso 39 é dirigido pelo alemão Christian Alvart (Anticorpos e Pandorum) e encerrou em 2007, mas só agora teve seu lançamento devido a problemas de pós-produção e bastidores.