domingo, 12 de setembro de 2010

FRAMES-CRÍTICA: Terror sutil que deixa você preso na poltrona.




Caso 39 é um filme atípico dessa nova leva de filmes de terror. Indo na contra-mão dos sangrentos ele te leva a uma história de uma garota supostamente ameaçada de morte por seus pais psicopatas. A assistente social, interpretada Zellweger, luta para salvar a criança das mãos de seus pais. No entanto, ela descobre mais tarde que a garota não é um anjo e a situação é mais perigosa do que ela jamais poderia imaginar. Lilith Sullivan (a excelente Jodelle Ferland de Silent Hill) é o caso adicional que a assistente recebe em sua mesa, chamado Caso 39.
O interessante de Caso 39 foram as poucas, mas impressionantes cenas de efeitos visuais como as vespas que atacaram o namorado de Emilly (Renné) e o final no lago quando a mesma tenta fugir de Lilith no carro afundando. Além disso o diretor se utilizou de truques clássicos de câmera como a abertura de lentes e o chacolhar da mesma; de montagem, com imagens em retrocesso ou aceleração repentina; e de direção de arte, com a construção de cenários maleáveis, como a casa da assistente social que diminui de altura e seus corredores tornam-se mais estreitos à medida que o suspense aumenta, dando a sensação de sufocamento gradativo.
Renné e Ferland deixam a trama mais realista a cada cena e fazem de suas atuações um espetáculo dando credibilidade ao filme. Além de grande trabalho de som o filme se baseou em ótimas tramas de terror como A Profecia e O Chamado. Caso 39 também ganha pontos por saber o seu momento de acabar, sem deixar margem para continuações desnecessárias.
Caso 39 é dirigido pelo alemão Christian Alvart (Anticorpos e Pandorum) e encerrou em 2007, mas só agora teve seu lançamento devido a problemas de pós-produção e bastidores.

Nenhum comentário: