segunda-feira, 25 de junho de 2018

FRAMES-HOMENAGEM: Há 9 anos a música perdia o rei do Pop Michael Jackson

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com

Fãs do mundo inteiro homenagearam hoje (25), através de redes sociais, o rei do Pop, Michael Jackson, falecido há exatos 9 anos, em Los Angeles, após uma parada cardíaca. 
Genial, inovador, inspirador e polêmico, Michael Jackson ainda continua vivo na memória de milhares de fãs que continuam idolatrando o inventor do famoso “Moonwalk”.
Mesmo quase uma década após seu prematuro falecimento, o rei do Pop é o artista que mais lucrou no ano passado, ficando à frente do rei do Rock Elvis Presley. Segundo dados da Revista Forbes, os herdeiros de Michael Jackson faturaram nada mais, nada menos, que US$ 75 milhões, com músicas, shows em sua homenagem, além de um CD inédito lançado.
Com uma infância problemática, que o levou a seguir carreira solo, após abandonar o grupo musical formado com parte dos irmãos, o inventor de passos, coreografias, ritmos, tendências e canções memoráveis, será lembrado, para sempre, como o primeiro e único rei do Pop.


“Cure o mundo
Faça dele um lugar melhor
Para você e para mim
E toda a raça humana” – Michael Jackson/Heal the World




Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: G1 e Vagalume.

terça-feira, 8 de maio de 2018

FRAMES-RETRÔ: Uma viagem de carro se transforma num pesadelo quando “A Morte Pede Carona”

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

Um dos maiores inimigos de um motorista, que dirige por longas horas seguidas, é o sono. Ele, como um vilão silencioso, chega quase sem avisar e diminui drasticamente os reflexos de quem está ao volante. Mas, no universo cinematográfico dos Anos 1980, existe um vilão muito maior e letal, personificado na figura de um simples (porém assustador) desconhecido pedindo carona. Em A Morte Pede Carona (The Hitcher/1986), essa figura sombria batizada como John Ryder é encarnada pelo grande Rutger Hauer (do clássico Blade Runner), que com sua serenidade ameaçadora criou um dos grandes psicopatas do cinema mundial. É numa paisagem quase desértica que Ryder encontrará (e atormentará) sua vítima mais ilustre (personificada com uma inocência marcante pelo jovem C. Thomas Howell), além da vitima do acaso (Jennifer Jason Leigh, com um sotaque Texano carregado).
Mas A Morte Pede Carona é mais que um thriller de ação (perseguições de carros, helicópteros e explosões estão presentes a toda hora). A trama - que mostra Jim Halsey (C. Thomas Howell, de Uma Família em Pé de Guerra - 1984) levando um carro de Chicago a San Diego (Califórnia) para um dono que nem conhece e se depara com um assustador psicopata - constrói a figura de um

John Ryder: o mal personificado

vilão sem poderes demoníacos, mas que consegue (numa única faceta de pura maldade) infernizar a vida do protagonista com uma implacável eficiência.
Fracasso de bilheteria na época do lançamento, detonado pela crítica, e longe de ser o filme favorito de Rutger Hauer (que já atribuiu zero estrelas à película), A Morte Pede Carona ainda fascina pela tensão provocada pela perseguição de Ryder a Halsey, num tempo em que a comunicação era bem limitada (nada de celulares ou Internet) e tornava qualquer pedido por ajuda muito mais complicado.
Dirigido pelo desconhecido Robert Harmon (que construiu sua carreira voltada para filmes televisivos), A Morte Pede Carona nos ensina que, da próxima vez que estivermos na mesma situação de Halsey, nada melhor que uma boa garrafa térmica de café a tiracolo e nada de parar para Caroneiros. Tudo isso, é claro, para evitar que uma simples viagem de carro se transforme num enorme pesadelo.


Curiosidades sobre o filme

Sim, caros leitores, a tensão era real!

 -C. Thomas Howell admitiu ter ficado com medo de Rutger Hauer durante as filmagens e fora das locações, devido à intensidade com quem o ator incorporou o papel de John Ryder;

Será que ele recebia seu pagamento em Latinum?

-Conhecido dos fãs de Star Trek – Deep Space Nine, onde interpretava o Ferengi Quark, Armin Shimerman faz uma participação especial interpretando um detetive que tenta interrogar o personagem de Hauer;

O especial do dia era Filé ao Molho Replicante

 -Numa cena, o personagem de Howell entra num local chamado “Roy’s Cafe”, uma clara referência ao personagem de Hauer no clássico Blade Runner (1982);

Aceita batatas fritas como acompanhamento, senhor?

 -O script original era tão extenso que o filme poderia ter a duração de 3h! Muitas cenas ficaram de fora, como a de Ryder trucidando uma família inteira; um olho humano aparecendo no meio de um hambúrguer (isso foi substituído pela cena do dedo em meio às batatas fritas); uma pessoa sendo decapitada. Após muitas revisões, as cenas foram descartadas.


Citações

“Minha mãe me disse para nunca fazer isso.” – Jim Halsey.

“Achei que ele me ajudaria a ficar acordado.” – Jim Halsey.


A Morte Pede Carona (The Hitcher, EUA, 1986). Elenco: Rutger Hauer, C. Thomas Howell e Jennifer Jason Leigh. Direção: Robert Harmon.


TRAILER LEGENDADO





Fotos: Divulgação/Internet.

Informações adicionais: IMDB.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

FRAMES-RETRÔ: Ninguém está a salvo quando chega “A Hora do Lobisomem”

Fábio Pereira
xanderfbi@hotmail.com

Segundo o folclore popular, a Licantropia é a maldição recaída sobre um ser humano que adquire a capacidade de se transformar em um lobo. No cinema oitentista, temos vários exemplos de como os lobisomens podem tanto fascinar, como assustar os menos corajosos. Além dos clássicos Grito de Horror [leia o review] e Um Lobisomem Americano em Londres (ambos de 1981), outra referência é A Hora do Lobisomem (também conhecido como Bala de Prata por aqui). Vagamente baseado no livro O Ciclo do Lobisomem, do mestre do terror Stephen King (responsável pelo roteiro adaptado), A Hora do Lobisomem é uma película mais voltada para um entretenimento rápido e sem expectativas maiores, tornando-se uma obra menor que os clássicos já citados acima, mas que ainda envolve o espectador pela trama de terror e suspense.
Sangrento, A Hora do Lobisomem é uma produção que não se preocupa em construir uma mitologia sobre a criatura (algo brevemente comentado por um dos personagens principais), mas foca em explorar o lado animalesco e fatal do ser que destroça pessoas na escuridão e se torna implacável em noites de lua cheia.
Na trama, que se passa no ano de 1976 (!), na fictícia cidade de Tarker’s Mills, uma série de assassinatos brutais começa a assustar a comunidade, que suspeita de um serial killer. Quando nem a lei local consegue impedir os crimes, Marty (o saudoso Corey Haim,

Marty em sua "Silver Bullet"

de Os Garotos Perdidos [leia o review]), um jovem paralítico, descobre que um lobisomem está por trás de tudo e resolve caçá-lo, com a ajuda de sua irmã e seu tio.
Num tempo em que o CGI ainda dava seus primeiros passos no cinema (O Enigma da Pirâmide [leia o review] foi o precursor), a equipe de produção, responsável pela confecção da criatura, falha em muitos pontos, mas acerta em outros. O lobisomem, que mais parece um urso bem peludo (quando focado em plano aberto), só funciona quando mostrado em closes fechados. Já a cena de pesadelo do reverendo é a que realmente impressiona. A comunidade, que aos poucos vai se transformando em lobisomens, revela um esforço satisfatório da equipe de maquiagem, que também fica com pontos extras ao mostrar a criatura voltando ao seu estado natural. Com uma trama com poucas atuações em destaque, A Hora do Lobisomem, dirigido pelo desconhecido Daniel Attias, ainda vale a pena pelos sustos e o mistério que envolve a verdadeira identidade da criatura inumana.


Curiosidades sobre o filme

 

Ainda bem que o álcool é anestésico


-Gary Busey, que fez suas próprias cenas de luta com o lobisomem, sem o auxílio de um dublê, realmente se machucou na cena em que é arremessado contra um espelho.


Citações

“O rosto da Besta sempre se fará visível e seu tempo sempre passará.” – Reverendo Lowe.

“Os psicóticos são assim em noites de lua cheia. E esse cara é um psicótico. Quando o pegarem, você verá que ele é humano, assim como nós.” – Tio Red.

“Se contarmos a algum adulto, ele vai rir. Então, o que vamos fazer?” – Jane.

“Estou muito velho para brincar de lobisomem.” – Tio Red.


A Hora do Lobisomem (Silver Bullet, EUA, 1985). Elenco: Gary Busey, Corey Haim e Everett McGill. Direção: Daniel Attias.


TRAILER LEGENDADO


 

Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB. 




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